Caso Orelha: polícia monta esquema especial para chegada de investigados dos EUA
Autoridades reforçam segurança em aeroporto e apuram agressões a animais e coação de testemunhas em investigação que envolve adolescentes em Santa Catarina
247 - A Polícia Civil de Santa Catarina prepara um esquema especial de segurança para a chegada ao Brasil dos investigados no chamado Caso Orelha, que apura a morte de um cão comunitário no estado. A operação deve contar com apoio da Polícia Militar e com reforço no aeroporto, embora as autoridades ainda não tenham divulgado a data nem o local exato do desembarque da dupla que vem dos Estados Unidos. As informações são do UOL.
O caso resultou na abertura de dois inquéritos distintos: um para apurar a agressão ao animal e outro para investigar a coação de testemunhas durante as apurações. Segundo a Polícia Civil, o inquérito relacionado à coação foi concluído nesta semana, com o indiciamento de três adultos.
Os investigados por coagir testemunhas são dois empresários e um advogado, todos parentes dos adolescentes envolvidos no episódio. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma vez que a identificação dos adultos poderia levar à exposição dos menores.
Para esclarecer os fatos, a polícia analisou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras diferentes. Conforme esclarecido pelos investigadores, nenhuma das gravações registrou o momento exato da morte do animal, contrariando versões que circularam nas redes sociais nos últimos dias.
A Polícia Civil também abriu novos inquéritos para apurar a divulgação irregular de fotos e nomes dos adolescentes envolvidos no caso. Segundo o delegado Pedro Mendes, diretor de Polícia da Grande Florianópolis, as exposições públicas do quarteto investigado pela agressão estão sendo analisadas para verificar eventuais ilegalidades.
As investigações apontam ainda que a agressão ao cão comunitário não teria sido um episódio isolado. De acordo com a polícia, os adolescentes também são investigados por um outro ato infracional semelhante, que envolve a agressão a um segundo cachorro de rua, que teria sido submetido a uma tentativa de afogamento.


