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Depois do Orelha, cão é baleado por PM no Rio Grande do Sul (vídeo)

Caso ocorreu em Campo Bom, foi registrado por câmeras e é apurado pela Corregedoria da Brigada Militar após versões conflitantes sobre a ação policial

Ação da Polícia Militar do Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução)

247 - Um cão comunitário foi atingido por um disparo efetuado por um policial militar durante uma abordagem no município de Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite de terça-feira (27). O episódio ocorreu no bairro Barrinha, foi registrado por uma câmera de segurança instalada na via pública e passou a circular amplamente nas redes sociais, gerando repercussão e questionamentos sobre a conduta dos agentes envolvidos. A apuração do caso foi determinada pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul e está sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Brigada Militar, informa o jornal O Globo.

O animal, conhecido na região como Negão, é um cão comunitário e foi socorrido após o disparo. Ele foi resgatado pela ONG Campo Bom Pra Cachorro e encaminhado para uma clínica veterinária parceira, onde permanece internado sob cuidados médicos. As imagens mostram o momento exato do tiro e se tornaram um dos principais elementos da investigação em andamento.

De acordo com a vereadora Kayanne Braga, que acompanha o caso, a Brigada Militar realizava uma abordagem a moradores da região por volta das 20h30. Segundo o relato da parlamentar, um dos policiais teria recuado durante a ação e pisado na pata do cachorro, que reagiu com um grito. Ainda conforme essa versão, o animal não avançou contra os agentes, mesmo com a presença de outros cães no local, mas, ainda assim, o policial efetuou o disparo.

A vereadora também afirmou que a área é ribeirinha e abriga diversos animais comunitários desde a enchente registrada em 2024. Após o tiro, um morador teria acionado uma assessora do mandato parlamentar, que foi até o local e auxiliou no resgate de Negão. Segundo Kayanne Braga, após o episódio, policiais militares detiveram um grupo de pessoas e as encaminharam à delegacia.

Em nota enviada ao portal G1, o 32º Batalhão da Brigada Militar apresentou uma versão diferente dos fatos. A corporação informou que a guarnição realizava uma abordagem a três indivíduos quando houve resistência ativa e desacato, o que teria exigido o uso progressivo da força. Ainda segundo a Brigada Militar, o cão que estava na via pública teria investido contra os policiais e provocado uma lesão na perna direita de uma policial, em decorrência de uma mordida.

A Brigada Militar afirmou que, para cessar a investida do animal, um dos policiais realizou um disparo com munição não letal. A corporação informou também que os envolvidos na ocorrência foram encaminhados para exames de lesões corporais e, posteriormente, apresentados à delegacia. As circunstâncias da abordagem seguem em apuração interna.

Também em nota ao G1, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou que tanto a atuação dos policiais quanto a alegação de ataque do animal serão analisadas no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria da Brigada Militar.

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