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Eduardo será o próximo bolsonarista a ser extraditado, diz Maria do Rosário

"A democracia não aceita impunidade. Quem foge, sabe o que fez", destacou a parlamentar petista nas redes sociais

Maria do Rosário (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) usou as redes sociais nesta quinta-feira (26) para exigir a extradição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e tem articulado alianças com setores da extrema direita norte-americana para estimular ataques ao Supremo Tribunal Federal. A cobrança da parlamentar petista se intensificou após a Justiça italiana autorizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo STF a dez anos de prisão.

Conforme registrado pela própria Maria do Rosário em publicação no X — fonte original das declarações que embasam esta matéria —, a parlamentar destacou que a autorização da extradição de Zambelli pela Itália abre precedente para que o mesmo caminho seja percorrido no caso de Eduardo Bolsonaro. 

Conforme a deputada do PT, a ex-parlamentar bolsonarista "fugiu do Brasil para tentar escapar da justiça brasileira, mas não adiantou: a extradição de Carla Zambelli foi autorizada e ela terá que responder pelos crimes que cometeu". A deputada acrescentou: "A democracia não aceita impunidade. Quem foge, sabe o que fez. Que todos os responsáveis respondam por seus atos e que Eduardo Bolsonaro seja o próximo".

Zambelli foi condenada pelo Supremo por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde teria inserido falsos mandados de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão da corte italiana de autorizar sua extradição representa uma vitória do sistema de Justiça brasileiro no campo da cooperação jurídica internacional.

Caso Eduardo

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Eduardo Bolsonaro. Foto: Jessica Koscielniak/Reuters

O caso de Eduardo Bolsonaro acumula uma série de desdobramentos jurídicos graves. Em fevereiro deste ano, o STF formalizou a abertura de ação penal contra o ex-parlamentar. Antes disso, em novembro do ano passado, a Corte havia aceitado por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que investigou sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos — onde o atual presidente é Donald Trump — para pressionar por tarifas contra exportações brasileiras e pela suspensão de vistos de ministros do governo federal e do próprio STF.

Ainda no final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro. A decisão foi fundamentada no descumprimento do quórum mínimo de presença exigido pela Constituição Federal: o então deputado faltou a 56 das 71 sessões deliberativas realizadas ao longo do ano, o equivalente a 79% das votações, número muito acima do limite de um terço de ausências permitido pela lei.

Desde que deixou o Brasil, Eduardo Bolsonaro tem mantido atuação política ativa em solo norte-americano, com aparições públicas e articulações junto a figuras da direita radical dos Estados Unidos. As atividades do ex-parlamentar no exterior ocorrem em paralelo ao agravamento de sua situação jurídica no Brasil, onde enfrenta ação penal em curso no STF.

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