Maria do Rosário cobra ação contra feminicídio no RS
Confira estatísticas alarmantes sobre a violência no território gaúcho e no Brasil
247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) alertou para a gravidade do feminicídio no RS após mais uma mulher ser vítima em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, e afirmou que a violência contra mulheres exige resposta do Estado e da sociedade.
Na mensagem, a parlamentar afirmou que o Rio Grande do Sul já registra 37 vidas interrompidas por feminicídio em 2026. A manifestação ocorreu após o caso em Carlos Barbosa e reforçou a cobrança por políticas públicas e pelo fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
“Mais uma mulher vítima de feminicídio em Carlos Barbosa. Já são 37 vidas interrompidas no Rio Grande do Sul em 2026. Não é um caso isolado. É uma violência estrutural que exige resposta do Estado e da sociedade”, escreveu a deputada.
Cobrança por políticas públicas
Maria do Rosário defendeu que o enfrentamento à violência contra mulheres precisa ir além da reação a casos individuais. Para a parlamentar, a sucessão de feminicídios no estado evidencia um problema estrutural que demanda ação coordenada e permanente.
No mesmo post, ela ressaltou a necessidade de ampliar mecanismos de prevenção, acolhimento e proteção. “Precisamos fortalecer a rede de proteção, garantir políticas públicas e enfrentar a cultura que naturaliza a violência contra as mulheres. Nenhuma a menos”, afirmou.
Violência contra mulheres no centro do debate
A declaração da deputada recoloca o feminicídio no centro do debate público no Rio Grande do Sul. Ao mencionar o caso de Carlos Barbosa e o número de 37 mortes em 2026, Maria do Rosário associou a violência contra mulheres à necessidade de políticas públicas efetivas, atuação institucional e mobilização social.
A parlamentar também destacou que os episódios não devem ser tratados como fatos isolados, mas como parte de uma realidade que exige medidas de prevenção e proteção. A mensagem foi encerrada com a expressão “Nenhuma a menos”, lema associado à luta contra a violência de gênero e à defesa da vida das mulheres.
Feminicídios batem recorde no Brasil em 2025
O Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, o maior número desde a criação da tipificação penal, em 2015. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país teve média de quatro mulheres assassinadas por dia em razão de gênero no ano passado.
Conforme dados oficiais, o total de 2025 superou os 1.464 casos registrados em 2024, que até então representavam o maior patamar da série. Os números ainda podem aumentar, já que o estado de São Paulo não havia atualizado os dados de dezembro na base do governo federal.
As estatísticas são computadas pelos governos estaduais e enviadas ao governo federal, responsável pela divulgação da base nacional. Mesmo sem os registros do último mês de 2025, São Paulo aparece como o estado com maior número de feminicídios, com 233 casos.
Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 139 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 104. Os três estados concentram uma parcela expressiva dos assassinatos de mulheres classificados como feminicídio no país.
A lei que criou a tipificação de feminicídio entrou em vigor em 2015. Naquele ano, o Brasil registrou 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Em dez anos, a comparação com os 1.470 casos de 2025 aponta crescimento de 316%.
O feminicídio caracteriza o assassinato de uma mulher pelo fato de ela ser mulher. A tipificação busca dar visibilidade à violência de gênero e diferenciar esse tipo de crime de outros homicídios.
O recorde registrado em 2025 reforça a gravidade da violência contra mulheres no Brasil. Os dados oficiais mostram que, mesmo após uma década de reconhecimento legal do feminicídio, o país segue em trajetória de alta nos registros desse crime.



