Polícia divulga resultado da investigação sobre jovem que sumiu no Pico Paraná
A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o desaparecimento do jovem Roberto Farias Thomaz
247 - A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o desaparecimento do jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que ficou cinco dias perdido em uma trilha do Pico Paraná, na virada do ano. Após a análise de depoimentos, dados e informações extraídas de aparelhos eletrônicos das pessoas envolvidas, os investigadores afirmaram que não houve qualquer infração penal relacionada ao caso. O resultado da apuração, que repercutiu nacionalmente, foi divulgado nesta sexta-feira (9). As informações foram publicadas pelo portal Metrópoles.
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR), também foi descartada a hipótese de omissão de socorro. O inquérito foi arquivado por inexistência de crime, após a conclusão de que o desaparecimento ocorreu em razão de um erro de trajeto durante a descida da montanha.
Segundo o delegado Glaison Lima Rodrigues, da Delegacia de Campina Grande do Sul, Roberto teria apresentado um mal-estar ainda durante a subida do Pico Paraná, mas já estaria bem no momento da descida.
“Na descida, ele estaria bem e não teria apresentado nenhum sintoma que precisasse de algum tipo de socorro. Roberto teria ficado para trás e teria pegado uma trilha errada e por essa razão ele teria desaparecido”, explicou o delegado.
A investigação também apontou que parte dos pertences do jovem, incluindo o telefone celular, ficou no local onde o grupo havia montado acampamento, ainda durante a subida. Por esse motivo, Roberto não estava com o aparelho no momento em que se perdeu, o que dificultou a comunicação e as buscas iniciais.
Com base nesses elementos, a PCPR decidiu pelo encerramento do procedimento investigativo. O caso foi tratado desde o início como um incidente em ambiente natural, sem indícios de ação criminosa.
O desaparecimento ocorreu na manhã de 1º de janeiro, quando Roberto se separou do grupo durante a descida da trilha. A partir daí, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas terrestres e aéreas em uma região considerada extremamente técnica, com mata fechada, trechos íngremes, penhascos, escadarias de pedra, grampos metálicos e mudanças repentinas de clima.
Diante da complexidade da operação, o Instituto Água e Terra (IAT) chegou a restringir temporariamente o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná, como forma de reduzir riscos e facilitar o trabalho das equipes de resgate.
O caso ganhou grande repercussão após declarações de uma amiga de Roberto, identificada como Thayane Smith, que concedeu entrevistas e afirmou ter seguido com outros integrantes do grupo, deixando o jovem para trás. As falas geraram forte reação nas redes sociais, com ataques e cobranças para que ela fosse responsabilizada criminalmente — hipótese que foi descartada pela polícia.Roberto reapareceu na segunda-feira (5), após caminhar cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda no município de Antonina, no litoral do Paraná, onde pediu ajuda.
O momento foi registrado por câmeras de segurança. Ele foi encaminhado a um hospital da região, recebeu atendimento médico por ferimentos leves e teve alta no dia seguinte.Com o encerramento das investigações, a Polícia Civil reforçou que o episódio foi resultado de uma combinação de fatores ambientais e erro humano, sem indícios de crime ou negligência penalmente relevante.



