"Tenho pena da mulher dele": diz garota que deixou amigo em trilha no Pico Paraná
No vídeo, Thayane aparece relatando dificuldades para montar a barraca em meio à chuva e faz comentários sobre o comportamento do amigo
247 - Um vídeo publicado por Thayane Smith, amiga de Roberto Farias Thomaz, provocou forte repercussão nas redes sociais após o jovem passar dias desaparecido no Pico Paraná, no litoral do Paraná. As imagens foram gravadas enquanto os dois ainda estavam juntos na trilha e mostram comentários críticos feitos por Thayane durante a subida da montanha. O conteúdo foi divulgado inicialmente pela CNN Brasil, que informou que o registro ocorreu durante a virada do ano, antes de Roberto se perder em uma das trilhas mais conhecidas do país.
No vídeo, Thayane aparece relatando dificuldades para montar a barraca em meio à chuva e faz comentários sobre o comportamento do amigo ao longo do percurso.
Em um dos trechos que mais chamaram atenção, ela afirma: “Eu tenho pena da mulher dele”. Ao longo da gravação, Thayane também descreve Roberto como “estressante”, “devagar” e diz que ele gritava durante a caminhada, o que gerou críticas de internautas após a divulgação das imagens.
Além do vídeo, Thayane publicou outras imagens do trajeto percorrido pela dupla. A repercussão aumentou principalmente após Roberto ser encontrado com vida, levando usuários das redes sociais a questionarem a conduta da amiga durante a trilha e a exposição do conteúdo após o episódio.
Roberto Farias Thomaz foi localizado na segunda-feira (5), quando conseguiu chegar por conta própria à base do Pico Paraná, em uma fazenda na região de Antonina Cacatu. Ele apresentava diversas escoriações e hematomas pelo corpo, depois de caminhar mais de 20 quilômetros em condições adversas.Em entrevista à Live CNN, Roberto relatou os momentos de angústia durante os dias em que esteve perdido. “Não sabia que tinham todas essas pessoas me procurando, não tinha noção nenhuma, mas, tinha certeza de que minha irmã estaria me procurando”, afirmou.
Segundo o jovem, ele passou dias sem se alimentar, sobrevivendo apenas com a água que conseguia coletar de uma cachoeira. “Nos dias que eu estava nessa trilha dessa cachoeira, não tinha nenhuma árvore frutífera, não tinha nada para comer. Só tinha a cachoeira, um pouco de água, que eu conseguia pegar para tomar um pouquinho, porque eu não sabia qual era a condição da água”, relatou. Roberto também contou que chegou a ser arrastado pela correnteza por mais de um quilômetro e meio, perdendo os óculos e uma das botas durante o incidente, o que dificultou ainda mais sua locomoção e orientação na mata.
De acordo com o relato do jovem, a trilha teve início na tarde do dia 31 de dezembro, quando ele e Thayane começaram a subida.
Os dois chegaram ao topo da montanha por volta das 4h da manhã, onde descansaram e encontraram outros dois grupos de trilheiros. Cerca de duas horas depois, a dupla iniciou a descida acompanhada de um dos grupos, mas acabou parando em determinado ponto da montanha. Pouco tempo depois, o segundo grupo que havia permanecido no cume passou pelo local onde Roberto teria ficado, mas ele já não estava mais lá, dando início às buscas que mobilizaram equipes de resgate e voluntários.



