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PT e PDT mantêm negociações sobre frente ampla no RS

Partidos discutem candidatura de Juliana Brizola ao governo e composição de chapa ao Senado com Manuela D´ávila e Paulo Pimenta

Lideranças dos partidos de centro-esquerda no RS (Foto: Reprodução / Redes sociais)

247 - O PT e o PDT avançaram nas conversas para a formação de uma frente ampla no Rio Grande do Sul com o objetivo de disputar o governo estadual contra a direita, informa a CNN Brasil. As tratativas envolvem as direções nacionais das duas siglas e fazem parte de uma estratégia mais ampla de articulação eleitoral no estado, considerada prioritária para o próximo pleito. 

Os presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, e do PT, Edinho Silva, avaliam o cenário eleitoral gaúcho e têm previsão de se reunir na próxima semana para aprofundar as negociações.

No desenho em discussão, o PDT defenderia o nome da ex-deputada estadual Juliana Brizola como candidata ao governo do Rio Grande do Sul. Para o Senado Federal, a proposta inclui uma chapa com Paulo Pimenta, pelo PT, e Manuela D’Avilla, pelo PSOL, reunindo diferentes forças do campo progressista.

Ao comentar o cenário, Carlos Lupi destacou o potencial eleitoral da ex-parlamentar. “As projeções apontam que a Juliana Brizola é a única com potencial de vencer a direita na disputa ao governo gaucho”, afirmou o presidente nacional do PDT em declaração à CNN Brasil. 

O PT lançou a pré-candidatura do presidente da Conab, Edegar Pretto. O presidente do partido no estado, Valdeci Oliveira, disse na semana passada que a candidatura de Pretto é irreversível e que a escolha foi referendada pela direção nacional. Membros do PT alegam que a candidatura de Juliana não é unanimidade nem dentro do PDT, já que parte do partido compôs a base aliada do governo Eduardo Leite (PSD) e pode apoiar o indicado do governador, Gabriel Souza (MDB).

No plano nacional, o PDT já definiu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, embora mantenha uma postura de independência em relação ao governo no Congresso Nacional. A movimentação no Rio Grande do Sul ocorre em sintonia com esse alinhamento presidencial, mas respeitando as especificidades da disputa local.

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