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PT vai apoiar Juliana Brizola e não terá candidato ao governo do RS

Partido abre mão de candidatura própria e aposta em aliança com PDT

Carlos Lupi, Juliana Brizola e Lula (Foto: Reprodução / Redes sociais)

247 - O PT escolheu Juliana Brizola como candidata ao governo do Rio Grande do Sul e decidiu não lançar candidatura própria no estado, adotando uma estratégia de aliança com o PDT. A decisão representa uma mudança inédita na trajetória do partido no território gaúcho e reforça a prioridade nacional de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o jornal O Globo, a definição foi formalizada nesta terça-feira (7) pela Comissão Executiva Nacional do PT, com base em resolução do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), responsável por orientar as estratégias eleitorais da legenda.

Intervenção no diretório e mudança histórica

A decisão ocorre no contexto de intervenção da direção nacional no diretório estadual do partido. Com isso, o PT deixa de lançar candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez em sua história.

O movimento também implica a retirada do nome de Edegar Pretto, ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que vinha sendo considerado como principal pré-candidato da legenda no estado.

Aliança com o PDT e frente política

O documento aprovado pela Executiva Nacional estabelece “a definição da construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado”.

Apesar de não encabeçar a chapa, Edegar Pretto foi mencionado como figura relevante na articulação política. O texto afirma que ele é “a liderança com maior legitimidade para liderar essa construção”, em conjunto com aliados pedetistas.

Reeleição de Lula como prioridade

A resolução também destaca que a estratégia eleitoral no Rio Grande do Sul deve estar alinhada à conjuntura política mais ampla. O documento aponta a necessidade de decisões “coerentes e responsáveis”, considerando os cenários nacional e internacional. Nesse contexto, o texto reforça a centralidade da disputa presidencial ao afirmar que “não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”. 

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