Entenda a lesão no bíceps femoral que deixou Militão de fora da Copa do Mundo
A expectativa é que o jogador só retorne aos gramados em outubro
247 - A lesão no bíceps femoral que tirou o zagueiro Éder Militão da Copa do Mundo deste ano pela seleção brasileira foi diagnosticada como um estiramento ou ruptura do músculo localizado na parte de trás da coxa. O jogador do Real Madrid sofreu a lesão na coxa esquerda e, após exames, foi submetido a uma cirurgia na Finlândia nesta terça-feira (28). De acordo com os médicos, a expectativa é que o atleta só retorne aos gramados em outubro, o que significa que ele não poderá disputar o torneio que começa em 11 de junho e vai até 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. As informações foram publicadas no Portal G1.
O médico ortopedista e especialista em trauma do esporte, Eduardo Ramalho, explicou que a lesão do jogador ocorreu quando o músculo foi levado além de seus limites, o que é comum em movimentos que exigem grande esforço, como arrancadas ou mudanças bruscas de direção. "Nesse momento, as fibras musculares sofrem um estiramento excessivo. Parte delas consegue suportar, mas outra parte se rompe. Dependendo da intensidade, isso pode ser algo pequeno ou uma lesão mais extensa", afirmou o médico.
Ramalho detalhou ainda que esse tipo de lesão ocorre durante a contração excêntrica do músculo, um movimento em que o músculo está se alongando enquanto tenta gerar força. "É exatamente nessa situação que o bíceps femoral sofre maior tensão e fica mais vulnerável à lesão", acrescentou o especialista. A lesão de Militão pode variar em gravidade, indo desde microlesões nas fibras musculares até rupturas mais graves, como a que ele sofreu.
No caso de lesões graves, a recomendação é de cirurgia, enquanto em lesões mais leves ou moderadas, o tratamento geralmente envolve fisioterapia. A lesão de Militão, devido à sua gravidade, exigiu cirurgia imediata. O processo de recuperação será focado no controle da dor e inflamação nos primeiros dias, seguido de mobilização, reativação muscular, fortalecimento e, principalmente, trabalho excêntrico.
Mais jogadores lesionados
Além de Militão, outros jogadores também estão enfrentando lesões que os impedem de disputar a Copa. Entre os lesionados estão o brasileiro Raphinha, que sofreu uma lesão no bíceps femoral da coxa direita, e Alisson, com uma lesão muscular na coxa direita.
A lista de lesões inclui ainda Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), Rodri (Espanha), Cristian Romero (Argentina), Rúben Dias (Portugal), Arda Guler (Turquia) e Luka Modric (Croácia), que também enfrentam problemas musculares.
A lesão de Militão é mais um exemplo de como a preparação física dos jogadores e os desafios de disputar uma competição mundial podem resultar em lesões graves.
O afastamento de Militão é uma perda significativa para a seleção brasileira, que agora busca alternativas para preencher a vaga deixada pelo zagueiro. A recuperação dos atletas lesionados será acompanhada de perto, com a esperança de que muitos possam se recuperar a tempo para o torneio.



