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Henrique Fogaça defende acesso à cannabis medicinal e critica preconceito

Chef afirma que desinformação, burocracia e alto custo dificultam tratamento com cannabis medicinal para milhares de pacientes no Brasil

Henrique Fogaça defende acesso à cannabis medicinal e critica preconceito (Foto: Divulgação)
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247 - O chef Henrique Fogaça, conhecido nacionalmente por integrar o time de jurados do programa MasterChef Brasil, voltou a defender o uso da cannabis medicinal e cobrou medidas que ampliem o acesso ao tratamento no país. Em entrevista à revista Quem, repercutida pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, ele afirmou que a substância ainda enfrenta forte resistência por causa da desinformação e do preconceito.

Segundo Fogaça, a principal barreira para a ampliação do uso da cannabis medicinal está na falta de conhecimento sobre o tema. Para ele, muitas pessoas ainda associam a substância a conceitos equivocados, sem compreender sua aplicação terapêutica e os benefícios que pode proporcionar a pacientes com diferentes condições de saúde.

“Acho que a primeira grande mudança precisa acontecer na informação”, afirmou o chef. “Ainda existe muito preconceito porque muita gente não entende o que é cannabis medicinal de fato. As pessoas confundem temas diferentes, criam julgamentos sem conhecer a realidade de pacientes e famílias que dependem desse tratamento para ter qualidade de vida.”

Informação e conscientização

Na avaliação de Fogaça, ampliar o debate público com informações confiáveis é um passo fundamental para combater estigmas históricos relacionados ao uso medicinal da cannabis. Ele defende que a população tenha acesso a conteúdos sérios e acessíveis sobre o assunto.

“Então, informar de forma séria, responsável e acessível é essencial”, declarou.

Além da questão cultural, o chef ressaltou que existem obstáculos práticos que dificultam o acesso de pacientes ao tratamento. Entre eles, estão os processos burocráticos e os custos elevados dos produtos à base de cannabis.

Segundo ele, essas dificuldades acabam excluindo justamente quem mais poderia se beneficiar da terapia.

Burocracia e custos elevados

“Outro ponto é facilitar o acesso. Hoje ainda existe muita burocracia e um custo alto, o que acaba afastando milhares de pessoas de um tratamento que pode realmente ajudar. E pessoas sem condições financeiras para bancar essa alternativa”, afirmou.

A defesa da ampliação do acesso à cannabis medicinal não é apenas uma pauta pública para Fogaça. O tema está diretamente ligado à sua experiência familiar, já que ele acompanhou de perto os efeitos do tratamento na vida de sua filha.

Olívia, filha do chef, hoje com 19 anos, foi diagnosticada ainda na infância com uma síndrome rara. Segundo Fogaça, a utilização da cannabis medicinal contribuiu para melhorar sua qualidade de vida.

Experiência pessoal fortalece defesa

Ao comentar sua trajetória com o tema, o chef destacou que a vivência familiar foi determinante para sua atuação em defesa da cannabis medicinal e para seu engajamento na conscientização da sociedade.

“Eu vivi isso dentro da minha família e sei o impacto que o tratamento pode ter na vida das pessoas. Por isso, hoje sinto também uma responsabilidade de usar a minha voz para ampliar essa conversa e ajudar a quebrar preconceitos que ainda existem em torno do tema”, apontou.

A declaração reforça uma posição que Fogaça vem defendendo nos últimos anos: a necessidade de ampliar o acesso à cannabis medicinal e promover um debate baseado em informação, experiência clínica e na realidade dos pacientes que dependem desse tipo de tratamento para melhorar sua qualidade de vida.