SUS incorpora remédio contra leucemia mieloide aguda
SUS incorpora remédio contra leucemia mieloide aguda para adultos recém-diagnosticados e sem indicação para quimioterapia intensiva
247 - O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar com uma nova opção terapêutica para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada e que não podem receber quimioterapia intensiva: a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina. A medida amplia o acesso ao tratamento para pessoas consideradas inelegíveis à terapia convencional, como idosos ou pacientes com maior fragilidade clínica, conforme Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.
A decisão foi oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 30, publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União. A norma determina a incorporação do venetoclax associado à azacitidina ao SUS e estabelece que as áreas técnicas responsáveis terão prazo máximo de 180 dias para viabilizar a oferta do tratamento na rede pública.
A incorporação é voltada a pacientes adultos recém-diagnosticados com leucemia mieloide aguda que, por diferentes condições de saúde, não apresentam indicação para a quimioterapia intensiva. Entre os fatores que podem impedir o tratamento convencional estão idade avançada, fragilidade física ou outras limitações clínicas avaliadas pelas equipes médicas.
A leucemia mieloide aguda, também chamada de leucemia não linfocítica aguda e conhecida pela sigla MLA, é um tipo de câncer associado a alterações genéticas que atingem células-tronco da medula óssea. A doença provoca a produção excessiva de glóbulos brancos imaturos, que passam a se multiplicar de forma descontrolada e prejudicam o desenvolvimento de células saudáveis.
Por ter evolução rápida, a leucemia mieloide aguda exige diagnóstico e acompanhamento médico especializados. Os primeiros sinais da doença costumam incluir anemia, fadiga, infecções recorrentes, perda de peso, perda de apetite, febre, dor de cabeça, falta de ar, hematomas e sangramentos.
O tratamento da leucemia mieloide aguda varia conforme a gravidade do quadro clínico e a resposta individual do paciente. As estratégias terapêuticas podem envolver quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea, além de combinações medicamentosas indicadas em protocolos específicos.
Com a nova incorporação, o SUS passa a oferecer uma alternativa destinada justamente a pacientes que não se enquadram nas condições necessárias para receber quimioterapia intensiva. A efetivação da oferta dependerá agora da organização das áreas técnicas responsáveis dentro do prazo previsto pela portaria.



