Nathalia Urban por Milenna Saraiva

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Cifras atingem US$ 27,3 bilhões e BRICS dobra comércio com a UEE

Blocos ampliam cooperação em alimentos, agricultura digital e exportações para grandes mercados importadores

Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS (Foto: Aly Song/Reuters)
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247 - O comércio entre os países da União Econômica Eurasiática (UEE) e os integrantes do BRICS dobrou entre 2019 e 2024 e alcançou US$ 27,3 bilhões, segundo avaliação da Comissão Econômica Eurasiática (CEE). A informação foi divulgada pela BelTA, parceira da TV BRICS, após reunião do Colégio da CEE sobre cooperação comercial, produtos agrícolas e alimentos.

O Colégio da CEE aprovou nesta terça-feira (19) uma recomendação para ampliar a cooperação econômica entre a UEE e o BRICS no setor agroindustrial. O texto orienta os países-membros a adotarem soluções digitais na produção agrícola e a buscarem maior diversificação das exportações.

A Comissão informou que o avanço comercial ocorreu em um período de maior aproximação entre os blocos. Entre os principais itens exportados pelos países da UEE aparecem carne e derivados, laticínios, peixes, crustáceos e cereais.

A China e os Emirados Árabes Unidos aparecem como destinos de carne e derivados. Egito, Indonésia e Emirados Árabes Unidos compram laticínios. Indonésia e China recebem peixes e crustáceos. Cereais seguem para Egito, Indonésia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e África do Sul.

“A análise da Comissão mostrou que, entre 2019 e 2024, o comércio dos Estados-membros com os países do BRICS dobrou e chegou a US$ 27,3 bilhões [R$ 137,8 bilhões]. Os principais produtos de exportação são carne e derivados, enviados para a China e os Emirados Árabes Unidos; laticínios, para o Egito, a Indonésia e os Emirados Árabes Unidos; peixes e crustáceos, para a Indonésia e a China; além de cereais, para o Egito, a Indonésia, o Irã, os EAU, a Etiópia e a África do Sul”, informou a comissão.

A recomendação aprovada pela CEE incentiva o uso de sistemas terrestres e aéreos não tripulados, tecnologias de agricultura de precisão com inteligência artificial, sistemas de geoinformação e serviços digitais para previsão do tempo e análise de riscos agrícolas.

“A implementação de medidas para o desenvolvimento de tecnologias digitais no complexo agroindustrial tem como objetivo reduzir o atraso tecnológico, aumentar a competitividade do setor agrícola da União e garantir o desenvolvimento sustentável da indústria nas condições da economia digital”, afirmou a ministra da Indústria e do Complexo Agroindustrial da CEE, Goar Barseghyan.

Segundo Barseghyan, a iniciativa também ajudará os países da UEE a avaliarem novas oportunidades de exportação para os mercados do BRICS, grupo que reúne alguns dos maiores importadores mundiais de alimentos e produtos agrícolas.

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Gráfico. Foto: Reprodução (247/IA)

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