Tarifa zero da China pode impulsionar exportações agrícolas africanas
A medida prevê tarifa zero para 100% dos produtos provenientes de países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim. Veja mais estatísticas
247 - A decisão da China de eliminar tarifas de importação sobre produtos africanos pode abrir novas oportunidades para o agronegócio do continente. A medida prevê tarifa zero para 100% dos produtos provenientes de países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim, ampliando o acesso ao vasto mercado consumidor chinês. A informação foi divulgada pela TV BRICS, com base em dados da Xinhua News Agency.
O comércio entre China e África já apresenta volumes expressivos. De acordo com autoridades alfandegárias chinesas, as trocas comerciais entre as duas regiões alcançaram cerca de US$ 295,6 bilhões (aproximadamente R$ 1,55 trilhão) em 2024, mantendo a China como o maior parceiro comercial do continente africano pelo 16º ano consecutivo.
De acordo com especialistas, a política comercial chinesa tende a estimular significativamente as exportações agrícolas africanas, especialmente da África do Sul, um dos principais parceiros econômicos de Pequim no continente.
A avaliação é de Vuyiswa Ramokgopa, integrante do Conselho Executivo de Agricultura e Desenvolvimento Rural da província sul-africana de Gauteng. De acordo com ela, a abertura comercial pode gerar uma expansão relevante das vendas de produtos agrícolas africanos para a China.
Outro especialista, Thami Sebusi, presidente do Conselho da Agência de Produtos Agrícolas da África do Sul, destacou que o aprofundamento das relações econômicas entre as duas regiões pode impulsionar inovação e desenvolvimento sustentável no setor agrícola.
Ele afirmou: "Estou firmemente convencido de que as relações China–África não são apenas importantes, mas cruciais para o crescimento sustentável de nossos setores agrícolas. Como ambos os países são membros do BRICS, temos uma plataforma única para aprofundar a cooperação, promover a inovação e apoiar um crescimento econômico inclusivo."




