Ex-participante do BBB acusado de importunação sexual agora acusa Globo de “acreditar na mentira do maluco"
Pedro Henrique Espindola é investigado por importunação sexual, em inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro
247 - A defesa de Pedro Henrique Espindola, ex-participante do Big Brother Brasil 26, atribui à Rede Globo a responsabilidade pela entrada do jovem no reality show, apesar de, segundo os advogados, ele ter mentido durante o processo seletivo. A argumentação é de que, caso a emissora tivesse adotado critérios mais rigorosos de checagem, Pedro não teria sido autorizado a participar do programa.
As informações constam em declarações dadas ao Metrópoles. De acordo com os advogados, a emissora optou por confiar em informações falsas apresentadas por Pedro e deixou de realizar uma triagem adequada para identificar possíveis riscos à integridade do programa e das pessoas envolvidas.
Segundo a defesa, Pedro é dependente químico e está em tratamento psiquiátrico há quase dez anos, condição que, afirmam, deveria ter sido identificada durante o processo de seleção. Para os advogados, a falha teria sido decisiva para que ele fosse incluído no elenco do reality.
Além disso, a defesa contesta informações fornecidas por Pedro em um vídeo divulgado antes de sua entrada no programa, no qual ele afirma ter uma renda mensal de R$ 20 mil como vendedor de flores. De acordo com os advogados, a realidade financeira do ex-participante era marcada por dificuldades severas.
“É só olhar para a situção na casa dele e você já vê o primeiro sinal de problema. No vídeo das rosas ele diz que ganha tudo aquilo, mas ele precisou colocar uma dívida no cartão de crédito para comprar um berço para filha“, afirmam os advogados.
A equipe jurídica também criticou duramente a postura da emissora em relação ao processo seletivo do reality.
“A Rede Globo não fez NENHUMA espécie de checagem, ou triagem, dos participantes. Se tivessem feito, Pedro nunca teria sido selecionado. É a mesma postura irresponsável que deixou que o Henri Castelli voltasse para o programa para ter outra convulsão“, acrescentou a defesa.
De acordo com os advogados, durante o período em que Pedro permaneceu no programa, familiares teriam alertado a produção sobre o comportamento do participante e pedido que ele fosse retirado da casa. A resposta recebida, segundo a defesa, foi de que ele havia sido atendido por uma psicóloga e que teria novo acompanhamento nos dias seguintes.
Para os representantes legais, a Globo teria mantido Pedro no reality como forma de medir a repercussão de sua participação junto ao público.
“Ele foi excluído da vinheta, foi caçoado em rede nacional pela Ana Maria Braga que disse que não teria o ‘desprazer’ de conversar com ele. Ele está sendo tratado como expulso, o que não foi, e agora está sendo linchado pelo tribunal da internet”, argumentam.
A defesa afirma que não busca minimizar as acusações que recaem sobre o ex-participante, mas sustenta que a situação poderia ter sido evitada.
“Nós não queremos minimizar o que o Pedro fez. Mas se a Globo tivesse adotado uma postura responsável, a situação não teria tomado a proporção que tomou”, alegam os advogados.
Pedro Henrique Espindola é investigado por importunação sexual, em inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo a defesa, uma ação já foi apresentada para que ele seja ouvido pelas autoridades nos próximos dias, no município de Piraquara (PR), onde está internado em uma clínica psiquiátrica desde a última quarta-feira (21).

