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Aviação bate recorde de passageiros, amplia investimentos e consolida agenda de inclusão

Setor aéreo fecha 2025 com alta histórica na movimentação, novos investimentos e programas inéditos de acessibilidade e aviação verde

Aviação bate recorde de passageiros, amplia investimentos e consolida agenda de inclusão (Foto: REUTERS/Roosevelt Cassio)

247 - O ano de 2025 entrou para a história da aviação civil brasileira como um período de expansão consistente, modernização da infraestrutura e ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão social e à sustentabilidade ambiental. O transporte aéreo consolidou seu papel estratégico na integração nacional, impulsionado pelo aumento da demanda, pela interiorização de rotas e por uma agenda regulatória voltada ao desenvolvimento de longo prazo.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Gov, o país registrou a movimentação de cerca de 130 milhões de passageiros ao longo de 2025, o maior número já alcançado. O resultado reflete um processo contínuo de recuperação e crescimento do setor: nos últimos três anos, mais de 30 milhões de brasileiros passaram a utilizar o transporte aéreo, ampliando o alcance do modal em todas as regiões do país.

Os dados mostram avanço também no mercado internacional. Foram contabilizados 28,5 milhões de passageiros em voos para o exterior, alta de 13,7% em relação a 2024 e crescimento de 20% quando comparado ao período anterior à pandemia, em 2019. As informações foram apuradas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Para sustentar essa expansão, os investimentos em infraestrutura aeroportuária foram tratados como prioridade. Inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o setor aéreo contou com uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, destinada a obras e melhorias em 31 aeroportos distribuídos por 16 estados. A estratégia busca fortalecer a aviação regional, garantindo operações mais seguras, eficientes e conectadas aos centros urbanos e econômicos.

A confiança do mercado na estabilidade regulatória também se refletiu no volume de recursos aportados. Em 2025, os investimentos privados alcançaram R$ 2,6 bilhões, enquanto os aportes públicos diretos somaram R$ 608,4 milhões. Um dos principais destaques foi o avanço do programa AmpliAR, voltado à atração de investimentos privados para aeroportos regionais. O primeiro leilão contemplou 13 terminais, principalmente na Amazônia Legal e no Nordeste, assegurando R$ 731 milhões em investimentos e a entrada de concessionárias com padrão internacional de gestão.

Outro eixo relevante foi o programa Investe+Aeroportos, que ampliou prazos contratuais e reforçou a segurança jurídica para investidores em terminais concedidos. Até o fim de 2025, foram aprovados 19 empreendimentos, totalizando R$ 4,5 bilhões em investimentos. Entre os projetos estão centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica, além de salas e terminais VIP, fortalecendo a vocação comercial dos aeroportos.

No campo ambiental, 2025 marcou um ponto de inflexão rumo à aviação sustentável. Em dezembro, foi firmado o primeiro programa de financiamento estruturado do setor com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato prevê a liberação de R$ 4 bilhões, com linhas de crédito voltadas à inovação, à aquisição de aeronaves nacionais e ao desenvolvimento do combustível sustentável de aviação (SAF).

Paralelamente, avançou a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), instituído pela Lei do Combustível do Futuro. A regulamentação estabelece metas graduais de redução das emissões de carbono para as companhias aéreas a partir de 2027, com a meta de alcançar uma diminuição de 10% até 2037.

A agenda de inclusão e cidadania também ganhou protagonismo. O Ministério de Portos e Aeroportos lançou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), iniciativa inédita no país. Até o fim de 2025, foram implantadas 22 salas multissensoriais em aeroportos, superando a meta intermediária do Plano Viver sem Limites. Além disso, 12 espaços de acomodação foram criados e profissionais passaram por capacitação para atendimento humanizado.

Outra ação de destaque foi a campanha “Assédio Não Decola”, desenvolvida em parceria com a Anac e concessionárias aeroportuárias. A iniciativa ampliou ações educativas e canais de denúncia para o enfrentamento da importunação sexual e do feminicídio no ambiente aéreo. No campo da formação profissional, um acordo com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) garantiu 74 bolsas gratuitas para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, com foco em jovens de baixa renda.

O balanço de 2025 evidencia uma estratégia que vai além dos números recordes. A atuação do Ministério de Portos e Aeroportos consolidou uma política pública voltada a uma aviação mais acessível, sustentável e integrada ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, conforme apresentado pelo órgão durante entrevista coletiva ao final do ano.

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