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Ancelotti apanha da crítica por escolhas erradas na Seleção Brasileira

Seleção sofreu com erros táticos, saiu atrás no placar e buscou empate com brilho individual em jogo contra o Marrocos

Carlo Ancelotti (Foto: CBF)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A seleção brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate por 1 a 1 diante do Marrocos, em East Rutherford, nos Estados Unidos. O resultado garantiu o primeiro ponto da equipe no Mundial, mas deixou preocupações em relação ao desempenho coletivo e às escolhas do técnico Carlo Ancelotti. 

Segundo a análise do jornalista esportivo Mauro Beting, em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo, o Brasil teve dificuldades durante boa parte da partida e precisou contar com o talento de Vinícius Júnior para evitar uma derrota logo na estreia. “Estreia é tão importante que devia ser a última coisa que a gente faz”, destaca Beting no texto. 

Marrocos domina e explora espaços deixados pelo Brasil

O Marrocos iniciou a partida impondo seu ritmo e controlando a posse de bola. A equipe africana encontrou espaços principalmente pelos lados do campo e aproveitou as dificuldades defensivas da seleção brasileira.

A formação escolhida por Ancelotti gerou questionamentos. Igor Thiago teve pouca participação ofensiva, enquanto Raphinha encontrou dificuldades para conter as investidas de Achraf Hakimi. No meio-campo, Lucas Paquetá teve atuação irregular, acumulando erros de passe e contribuindo para a falta de equilíbrio da equipe.

A superioridade marroquina foi recompensada aos 20 minutos do primeiro tempo. Após uma jogada construída por Brahim Díaz, Sabiri aproveitou uma falha na marcação brasileira e abriu o placar.

Vini Jr aparece e muda o rumo do jogo

Mesmo sem conseguir controlar as ações da partida, o Brasil encontrou no talento individual sua principal arma. Aos 31 minutos da etapa inicial, Vinícius Júnior protagonizou uma jogada decisiva e marcou o gol de empate.

O lance mudou o panorama do confronto e evitou que a seleção fosse para o intervalo em situação ainda mais delicada. Até então, o Marrocos mostrava mais organização e criava as melhores oportunidades.

Mudanças de Ancelotti melhoram a equipe

Na segunda etapa, o técnico italiano promoveu ajustes que deram mais competitividade ao Brasil. A inversão de posicionamento entre Raphinha e Lucas Paquetá ajudou a equipe a encontrar melhores espaços e reduzir a pressão adversária.

“Tivemos mais sorte do que juízo e juiz. Também pela escolha infeliz de Ancelotti. No intervalo, eu já teria vindo com Endrick no lugar de Igor Thiago. Como bem destacou Muricy Ramalho no SBT, o italiano provou que mexe melhor na equipe do que a escala. Inverteu, como deveria ter feito desde o início, Raphinha por Paquetá, mas esqueceu Endrick”< destacou Beting. 

A entrada de Matheus Cunha também contribuiu para o crescimento brasileiro. Com maior presença ofensiva, a seleção passou a ocupar mais o campo de ataque e conseguiu equilibrar as ações.

Por outro lado, o Marrocos apresentou queda física ao longo do segundo tempo, reduzindo a intensidade que havia marcado sua atuação nos primeiros 45 minutos. Ainda assim, os africanos criaram uma oportunidade perigosa nos minutos finais.

Resultado mantém Brasil na disputa

Apesar da atuação abaixo das expectativas, o empate mantém o Brasil em condições de buscar a classificação nas próximas rodadas da Copa do Mundo. O desempenho, entretanto, evidenciou a necessidade de correções rápidas para que a equipe apresente um futebol mais consistente ao longo da competição.

A seleção volta a campo pressionada por uma atuação mais convincente, especialmente após uma estreia que expôs fragilidades defensivas, dificuldades de criação e forte dependência das jogadas individuais de Vinícius Júnior.

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