Há 12 anos, Holanda goleava Espanha por 5 a 1 na estreia da Copa de 2014
O jogo reeditou a final de 2010 e expôs o fim do ciclo espanhol
247 - Em 13 de junho de 2014, a Holanda venceu a Espanha por 5 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador, para 48.173 torcedores, na primeira rodada da Copa do Mundo do Brasil. A partida reeditava a final de 2010, vencida pela Espanha na prorrogação, e terminou com ampla vantagem holandesa.
A Espanha abriu o placar com Xabi Alonso, de pênalti, aos 27 minutos. Antes do intervalo, Robin van Persie empatou ao se atirar no ar e cabecear por cobertura sobre o goleiro Iker Casillas, em jogada iniciada por lançamento de Daley Blind. No segundo tempo, a Holanda marcou mais quatro vezes: Arjen Robben fez dois gols, Van Persie completou o seu segundo e De Vrij fechou o placar. Casillas falhou em lances que originaram gols holandeses.
O resultado teve efeito direto na classificação. A Espanha, campeã mundial em 2010 e campeã europeia em 2008 e 2012, foi eliminada ainda na fase de grupos, após nova derrota, para o Chile. Encerrava-se ali o ciclo dominante da seleção espanhola, baseada no estilo de posse de bola conhecido como tiki-taka.
A Holanda, dirigida por Louis van Gaal, avançou como líder do grupo e seguiu invicta no tempo regulamentar até a semifinal, quando foi eliminada pela Argentina nos pênaltis. Terminou o torneio em terceiro lugar, após vencer o Brasil na disputa pelo bronze.
A goleada de Salvador foi o placar mais elástico entre campeões mundiais em jogos de Copa desde 1950 e marcou a maior derrota da Espanha em Mundiais. O gol de Van Persie foi posteriormente eleito o mais bonito da fase de grupos por votação da FIFA.
Para Robben e Van Persie, o jogo representou uma resposta à final perdida quatro anos antes — Robben havia desperdiçado uma chance clara na decisão de 2010.
Doze anos depois, a partida é referência ao se discutir o encerramento de ciclos vitoriosos: a Espanha, que havia dominado o futebol mundial por seis anos, deixou a Copa de 2014 ainda na primeira fase, começando pela derrota em Salvador.



