Jogadores do Brasil pagarão imposto nos EUA por prêmios da Copa
CBF consultou especialistas tributários e avalia que repasses aos atletas na Copa de 2026 serão taxados pelo governo estadunidense
247 - Os jogadores da seleção brasileira terão de pagar impostos nos Estados Unidos sobre as premiações que receberem durante a Copa do Mundo de 2026. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chegou a essa conclusão após consultar especialistas tributários nos Estados Unidos, país que sediará parte do Mundial ao lado de México e Canadá. As informações foram publicadas no Portal Uol.
A entidade brasileira deve contar com isenção sobre os valores pagos diretamente pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), mas a mesma regra não deve valer para os repasses feitos aos atletas.
A Fifa costuma exigir dos países-sede da Copa uma isenção tributária ampla para si e para seus parceiros. Em edições anteriores, esse benefício também alcançou patrocinadores e federações nacionais. A Copa de 2014, no Brasil, seguiu esse modelo.
Nos EUA, a isenção não foi concedida de forma total à Fifa e a seus parceiros. Por isso, a CBF já estudava quanto teria de pagar sobre os valores recebidos por participação e avanço de fase no Mundial.
Fifa elevou premiações por causa de impostos
A Fifa aumentou o valor destinado a cada federação nacional também em razão dos impostos. O montante mínimo previsto é de US$ 12,5 milhões, com despesas incluídas. A seleção campeã receberá US$ 50 milhões.
Nos últimos meses antes da Copa, o governo norte-americano concedeu isenção às federações nacionais sobre esses valores. A medida, segundo a avaliação da CBF, não elimina a tributação sobre o dinheiro repassado aos jogadores.
A confederação brasileira planeja destinar aos atletas até 70% do valor reservado à delegação. Essa parcela, de acordo com a análise feita pela entidade, deverá sofrer cobrança de imposto nos Estados Unidos. A avaliação interna da CBF indica que a tributação sobre os prêmios dos jogadores não será alta. O peso do imposto pode variar de acordo com a relação internacional entre os Estados Unidos e o país de cada seleção.
Para lidar com a burocracia, a confederação contratou advogados tributaristas. Eles vão orientar os atletas sobre a forma de declarar os valores e cumprir as exigências fiscais estadunidense. Os procedimentos, ainda assim, ficarão sob responsabilidade dos próprios jogadores.
Dúvida sobre salários fora dos EUA
A CBF também estuda se os atletas poderiam ter de pagar imposto nos Estados Unidos sobre salários recebidos em clubes fora do país durante o período da Copa.
Entre advogados, há dúvida sobre a possibilidade de ganhos como os de Vinicius Junior no Real Madrid, por exemplo, sofrerem algum tipo de tributação pelo fato de o jogador estar em território norte-americano durante o Mundial.
A expectativa da CBF é que isso não aconteça. A resposta definitiva, segundo a entidade, só deve sair mais adiante, devido à complexidade do sistema tributário dos Estados Unidos.



