Lado da Copa pode virar torneio europeu no mata-mata
Portugal, Croácia, Espanha, França, Alemanha, Holanda e Bélgica aparecem na mesma rota e ampliam peso dos duelos continentais
247 - A Copa do Mundo de 2026 chegou à sua segunda fase com seleções de todos os continentes, mas um dos lados do chaveamento passou a chamar atenção pela forte concentração de equipes europeias. A sequência reúne França, Suécia, Alemanha, Holanda, Portugal, Croácia, Espanha, Áustria, Bélgica e Bósnia-Herzegovina, em uma rota que pode transformar essa parte do mata-mata em uma espécie de torneio continental dentro do Mundial.

O primeiro bloco desse lado da Copa coloca a Alemanha diante do Paraguai e França contra Suécia. Caso alemães e franceses confirmem presença na fase seguinte, a tabela já poderá reservar um clássico europeu nas oitavas de final, com duas seleções campeãs mundiais em rota de colisão logo no início do mata-mata.
Na sequência do mesmo setor, Holanda e Marrocos fazem outro confronto de grande peso. O vencedor terá pela frente quem passar de África do Sul x Canadá. Se a seleção holandesa avançar nas duas etapas, poderá chegar às quartas de final para enfrentar o sobrevivente do bloco formado por Alemanha, Paraguai, França e Suécia, ampliando a possibilidade de afunilamento europeu nesse lado da chave.
Mais abaixo no chaveamento, Portugal e Croácia se enfrentam em um dos duelos mais fortes dos 16 avos de final. O confronto reúne duas seleções acostumadas a partidas de alto peso competitivo. Portugal tenta confirmar o potencial de seu elenco, enquanto a Croácia carrega a reputação de equipe experiente e difícil de ser eliminada em mata-matas de Copa.
No mesmo recorte, Espanha e Áustria fazem outro confronto direto entre seleções europeias. O vencedor de Portugal x Croácia enfrenta quem passar de Espanha x Áustria, o que garante a eliminação precoce de ao menos duas equipes da Uefa e mantém uma terceira seleção europeia em uma trajetória de alto grau de exigência.
Outro corredor relevante envolve Bélgica x Senegal. A seleção belga aparece como mais uma representante europeia em posição de avançar nesse lado da Copa, mas terá pela frente um adversário africano competitivo e fisicamente forte. Quem vencer esse duelo enfrentará Estados Unidos ou Bósnia-Herzegovina, confronto que também pode manter uma equipe europeia viva na rota.
O contraste com o outro lado da Copa reforça essa leitura. Na parte oposta do chaveamento, a presença europeia é mais espaçada. Noruega, Inglaterra e Suíça aparecem em confrontos contra seleções sul-americanas, asiáticas e africanas, em uma rota mais distribuída entre confederações. A diferença cria dois cenários distintos: de um lado, uma tabela mais internacionalizada; de outro, uma sequência com forte possibilidade de afunilamento europeu.
O novo formato da Copa, com 48 seleções e fase de 16 avos de final, ampliou o número de cruzamentos eliminatórios e aumentou a chance de blocos fortes surgirem logo após a fase de grupos. Neste caso, o chaveamento produziu uma região especialmente densa, na qual favoritos podem se eliminar cedo e seleções de outros continentes terão papel decisivo para impedir uma sequência dominada pela Europa.
O resultado é um dos lados mais fortes da Copa. Em uma competição ampliada e mais diversa, o chaveamento reuniu seleções europeias suficientes para criar um funil de alto nível técnico, com duelos antecipados, risco de eliminações relevantes e impacto direto na corrida pelo título.



