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Presidente da Federação Palestina de Futebol tem vistos dos EUA e Canadá negados para Copa

Jibril Rajoub atribui recusas à pressão israelense e afirma ter informado a FIFA

Jibril Rajoub, presidente da Federação Palestina de Futebol, reage no palco enquanto Moshe Zuares, presidente da Federação Israelense de Futebol, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, observam (Foto: REUTERS/Jennifer Gauthier)
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247 - O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, afirmou que teve os pedidos de visto negados pelos Estados Unidos e pelo Canadá e, por isso, não poderá acompanhar a Copa do Mundo de 2026 nos dois países, que dividem a organização do torneio com o México. Segundo a RT Brasil, Rajoub relatou na sexta-feira (12) que apresentou a solicitação em Amã, na Jordânia, mas recebeu resposta negativa das autoridades estadunidenses.

O dirigente classificou a situação como "ridícula". Ele também afirmou ter comunicado o caso à FIFA. Rajoub conseguiu participar da cerimônia de abertura da Copa na Cidade do México, realizada na quinta-feira (11), antes da partida entre México e África do Sul.

O dirigente informou ainda que acompanharia neste domingo (14) o confronto entre Tunísia e Suécia, em Monterrey, antes de retornar à Palestina. De acordo com Rajoub, as recusas dos vistos estariam relacionadas a pressões exercidas por Israel.

Restrições migratórias durante o torneio

O caso ocorre em meio a outros episódios envolvendo restrições de entrada de participantes da Copa do Mundo. As políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump já provocaram dificuldades para integrantes ligados ao torneio.

Entre os casos citados está o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos apesar de possuir visto válido. Também foram registrados relatos de autoridades iranianas impedidas de ingressar no país, além de torcedores do Senegal e da Costa do Marfim. No Canadá, o jogador ganês Thomas Partey foi barrado devido a um processo em andamento no Reino Unido por acusações de estupro e agressão sexual.

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