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Vaiado na final da NBA, Trump não vai à abertura do Copa nos EUA

Presidente norte-americano ficará fora da estreia dos EUA contra o Paraguai na Copa de 2026 após vaias em jogo da NBA

O presidente dos Estados Unidos foi vaiado por parte do público antes do início da partida, quando sua imagem apareceu no telão (Foto: Reprodução)
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não estará presente na estreia da seleção americana na Copa do Mundo de 2026, contra o Paraguai, no SoFi Stadium, em Los Angeles, dias depois de ter sido vaiado durante o terceiro jogo das finais da NBA, em Nova York. A Casa Branca atribuiu a ausência à agenda apertada do presidente, que será representado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

A confirmação foi feita por Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo. Segundo ele, compromissos oficiais impedirão Trump de acompanhar a partida desta sexta-feira (12), considerada uma das mais aguardadas da primeira rodada do Mundial.

"Ele não vai conseguir assistir ao jogo de abertura. Como já dissemos, a agenda dele está apertada. Mas sei que ele estará envolvido durante toda esta Copa do Mundo", afirmou Giuliani em entrevista à rádio britânica TalkSport.

A ausência ocorre em meio à repercussão de um episódio recente envolvendo Trump em outro grande evento esportivo nos Estados Unidos. Na segunda-feira (8), o presidente foi vaiado por boa parte do público presente ao terceiro jogo das finais da NBA, em Nova York, disputado entre New York Knicks e San Antonio Spurs. As vaias começaram antes do início da partida, quando a imagem de Trump apareceu no telão durante a execução do hino nacional. O jogo terminou com vitória dos Spurs.

Rubio representará o governo americano

Sem a presença de Trump, o governo dos Estados Unidos será representado por integrantes de alto escalão. O secretário de Estado Marco Rubio estará no estádio, acompanhado pelo secretário de Transportes, Sean Duffy, e pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.

A decisão de Trump de não comparecer à estreia americana chama atenção por romper uma tradição observada em Copas recentes, nas quais chefes de Estado dos países-sede acompanharam a primeira partida de suas seleções ou a cerimônia de abertura do torneio.

Em 2022, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, esteve presente na estreia da seleção catari. Quatro anos antes, o presidente russo Vladimir Putin acompanhou a abertura do Mundial em Moscou. No Brasil, em 2014, a então presidente Dilma Rousseff participou da cerimônia inaugural e da primeira partida da competição.

Casa Branca diz que Trump seguirá envolvido

Apesar da ausência na estreia, Giuliani afirmou que Trump deverá manter participação ativa em outros momentos da Copa do Mundo. O dirigente disse acreditar que o presidente pode aparecer ao longo da competição.

"Conheço o presidente Trump há 30 anos. Uma coisa que aprendi é: espere o inesperado. Não me surpreenderia vê-lo cada vez mais envolvido com a Copa do Mundo ao longo do torneio", declarou.

Trump mantém relação próxima com a FIFA e com o presidente da entidade, Gianni Infantino. Desde o início de seu novo mandato, o presidente americano tem participado de eventos esportivos de grande repercussão no país.

Nos últimos meses, Trump compareceu ao Super Bowl, a corridas da NASCAR, a eventos do UFC, ao campeonato universitário de luta livre, a partidas das finais da NBA e à final da Copa do Mundo de Clubes.

Ausência contrasta com presença em eventos esportivos

A decisão de não ir à estreia dos Estados Unidos na Copa contrasta com a presença frequente de Trump em grandes eventos esportivos recentes. Ainda assim, a Casa Branca sustenta que a agenda presidencial inviabilizou a ida ao SoFi Stadium para a partida contra o Paraguai.

O caso também ocorre um dias depois de outra ausência envolvendo uma chefe de Estado de país anfitrião. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, não compareceu à vitória da seleção mexicana sobre a África do Sul no Estádio Azteca. Ela cedeu seu ingresso oficial a uma jovem vencedora de um concurso nacional promovido pelo governo mexicano.

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