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Presidente da Embrapa diz que agro é prioridade no governo Lula e critica "politização" do setor

Silvia Massruhá destaca recordes no Plano Safra e afirma que governo amplia investimentos em pesquisa e produção agrícola

Presidente Lula e Silvia Massruhá (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - A presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, afirmou que o agronegócio está entre as prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao SBT News, ela rebateu críticas da oposição sobre a condução da política para o setor.

Massruhá afirmou que há uma politização do debate em torno do agronegócio e criticou a associação entre disputas ideológicas e o desenvolvimento do setor. "Eu vejo muita atenção do governo nessas questões. O que a gente precisa separar é período eleitoral e não misturar ideologia com essa questão política. Acho que isso atrapalha bastante", declarou.

A presidente da Embrapa destacou o peso econômico do agronegócio no país e afirmou que os últimos Planos Safra registraram os maiores volumes de recursos dos últimos anos. "Eu vejo o esforço do governo para atender, independentemente do tamanho — pequeno, médio e grande produtor", disse.

Massruhá também apontou aumento nos investimentos destinados à pesquisa agropecuária durante a atual gestão federal. De acordo com ela, o orçamento de custeio e investimento da Embrapa passou de aproximadamente R$ 167 milhões em 2023 para R$ 414 milhões previstos para 2026, alta de 247%.

A dirigente afirmou ainda que a estatal realizou um novo concurso público após 15 anos, com mais de mil vagas destinadas à recomposição do quadro de pesquisadores.

Sustentabilidade e competitividade

Massruhá defendeu a ampliação do uso de tecnologia e de práticas sustentáveis no agronegócio brasileiro para garantir competitividade no mercado internacional. "O mercado internacional está exigindo isso. Eles querem abrir novos mercados e sabem que precisam trazer transparência ao processo de produção", afirmou.

A presidente da Embrapa também alertou para a dependência brasileira de fertilizantes importados em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã. "Importamos 85% dos fertilizantes. Isso tem impacto direto no custo de produção e pode impactar os alimentos", disse.

Segundo Massruhá, o governo federal e a Embrapa trabalham em alternativas para reduzir a dependência externa, incluindo o desenvolvimento de biofertilizantes e o fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes.

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