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Bolívia defende integração logística com Brasil e Chile para ampliar comércio regional

Proposta apresentada no Panamá aposta em portos e corredores para ligar Pacífico e Atlântico e fortalecer a economia sul-americana

Rodrigo Paz e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, defendeu o fortalecimento da integração econômica com Brasil e Chile por meio do desenvolvimento da logística portuária, destacando o papel estratégico do país como elo entre os oceanos Pacífico e Atlântico. A proposta foi apresentada durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, realizado na Cidade do Panamá, onde o chefe de Estado ressaltou a posição geográfica boliviana e suas cinco fronteiras como vantagem competitiva para a articulação regional, informa a TV BRICS.

Segundo Paz, a Bolívia dispõe de acesso potencial a diversos corredores logísticos, incluindo rotas pelo Chile, Peru, Brasil e a hidrovia Paraguai–Paraná, o que amplia as alternativas de escoamento de produção e comércio exterior. De acordo com informações do El Maipo, parceiro da rede TV BRICS, essa configuração permitiria ao país contar, na prática, com mais opções portuárias do que alguns de seus vizinhos.

Durante o evento, o presidente boliviano enfatizou a lógica de integração compartilhada entre os países da região. “O Pacífico, por meio do Chile ou do Peru, deve funcionar como uma porta para a Bolívia, mas também podemos oferecer ao Chile nossos portos para um mar imenso como o do Brasil”, afirmou Rodrigo Paz, ao defender uma estratégia de ganhos mútuos baseada em infraestrutura e conectividade.

O tema também foi tratado em conversa entre Rodrigo Paz e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à margem do fórum. Segundo os líderes, um futuro encontro bilateral deverá incluir discussões sobre infraestrutura, rotas de integração regional, acesso da Bolívia a portos e cooperação no setor energético.

Ainda conforme informações da Bolivia TV, a reunião bilateral entre Bolívia e Brasil está prevista para ocorrer entre março e abril de 2026. Na ocasião, os dois governos pretendem aprofundar a cooperação com foco no desenvolvimento econômico e na ampliação da conectividade regional, reforçando a agenda de integração sul-americana.

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