China e Rússia rechaçam acusação dos EUA contra Raúl Castro
Pequim e Moscou condenam processo nos EUA e denunciam interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington
247 - A China e a Rússia rejeitaram as acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro e denunciaram a interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington, segundo informações da Telesur.
A reação internacional ocorreu depois que a Justiça estadunidense acusou formalmente o ex-presidente cubano e general do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, e outras cinco pessoas, no caso relacionado à morte de quatro indivíduos, entre eles três cidadãos dos Estados Unidos, durante a derrubada de duas aeronaves em 1996. As informações são da teleSUR.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim se opõe firmemente a “sanções unilaterais ilegais sem fundamento no direito internacional e sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas” e à “manipulação abusiva de procedimentos judiciais”.
Segundo o diplomata chinês, os Estados Unidos devem suspender a “ameaça de sanções e ações legais contra Cuba” e deixar de recorrer à “ameaça de uso da força à menor oportunidade”. Guo também declarou que a China “apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacional e se opõe à interferência estrangeira”.
A Rússia adotou posição semelhante. O embaixador russo em Havana, Viktor Koronelli, classificou as acusações apresentadas contra Raúl Castro nos Estados Unidos como parte da política de Washington para ampliar a pressão sobre a ilha caribenha.
“Essa decisão apenas demonstra o desejo de encontrar pretextos para intensificar as tensões em torno da ilha”, escreveu Koronelli em sua conta no X, antigo Twitter.
Reação de Cuba
O governo cubano acusou Washington de recorrer a manobras judiciais “obscuras” para tentar justificar agressões contra Estados soberanos. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío afirmou que o amparo dos Estados Unidos “não é a Justiça; seu amparo é o uso do poderio militar descomunal”.
Fernández de Cossío disse ainda que qualquer tentativa de usar a acusação como pretexto para uma ação contra os acusados em Cuba “enfrentará uma resistência feroz do povo cubano”.
O diplomata cubano classificou a acusação contra Raúl Castro e as outras cinco pessoas como “fraudulenta”. Segundo ele, a medida “não tem respaldo legal, nem respaldo político, nem respaldo moral algum”.
Para o vice-chanceler, o caso deve ser interpretado dentro de uma “escalada crescente e agressiva” da Casa Branca contra Cuba ao longo de 2026.



