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"Pressão exercida sobre Cuba não pode ser aprovada", diz Kremlin após EUA indiciar Raúl Castro

Porta-voz da presidência russa declarou que "em hipótese alguma, métodos que beiram a violência podem ser aplicados a líderes no poder"

Raúl Castro (Foto: REUTERS/Norlys Perez)
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247 - O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quinta-feira (21) que a Rússia desaprova os métodos adotados pelos Estados Unidos contra lideranças estrangeiras. A declaração ocorreu após as acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça estadunidense contra o ex-presidente e líder revolucionário cubano Raúl Castro. As informações são da RT Brasil.

Peskov declarou que "a pressão exercida sobre Cuba não pode ser aprovada" e criticou ações coercitivas dirigidas a chefes de Estado e autoridades de outros países. "Em hipótese alguma, métodos que beiram a violência podem ser aplicados a líderes no poder. Aliás, esta não é a primeira vez que vemos isso. Não aprovamos nada disso", afirmou o porta-voz.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou Raúl Castro e outros cinco oficiais cubanos por suposta responsabilidade na morte de quatro pessoas, entre elas três cidadãos estadunidenses, após a queda de duas aeronaves em 1996. As autoridades da ilha caribenha sustentam que os aviões entraram ilegalmente no espaço aéreo da ilha e que o governo agiu dentro de seus direitos.

De acordo com declarações do procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, Castro é acusado de conspiração para assassinar cidadãos estadunidenses, além de responder por duas acusações de destruição de aeronaves e quatro acusações de homicídio. O processo foi aberto no distrito judicial de Miami em abril de 2022.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, apontou a ilegalidade da acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA. "Esta é uma ação política, sem qualquer base legal, que busca apenas reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba", escreveu o mandatário em uma rede social.

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