Conselho da ONU expressa profunda preocupação com agressão dos EUA à Venezuela
O chanceler venezuelano, Yvan Gil, celebrou a vitória diante da comunidade internacional
247 - O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta segunda-feira (5) profunda preocupação com agressão dos Estados Unidos à Venezuela, informou a teleSUR nesta segunda-feira (5), que detalha:
A secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary A. DiCarlo, interveio nesta segunda-feira perante o Conselho de Segurança, em uma reunião de emergência convocada após a operação militar dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro na Venezuela. DiCarlo falou em nome do secretário-geral António Guterres e transmitiu a mais profunda preocupação do organismo multilateral diante dos acontecimentos.
Guterres assinalou que as informações recebidas sobre operações militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira são motivo de alarme, especialmente porque as consequências humanitárias ainda são desconhecidas. Ele sublinhou que a situação é “grave” e requer atenção imediata por parte da comunidade internacional.
O secretário-geral recordou que a Carta das Nações Unidas proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, e enfatizou que esse princípio fundamental não foi respeitado na ação militar executada pelos Estados Unidos.
Guterres insistiu que o respeito ao direito internacional é a base do sistema multilateral e que qualquer violação desses princípios ameaça a estabilidade global. Nesse sentido, advertiu que a operação norte-americana pode estabelecer um precedente perigoso sobre a forma como se conduzem as relações entre os Estados.
Por meio de DiCarlo, o secretário-geral da ONU também expressou preocupação com o impacto que esses fatos podem ter na região, ressaltando que a América Latina tem sido historicamente um espaço onde a intervenção externa gerou ciclos de instabilidade e conflito. Ele apelou a todos os atores para evitar uma escalada e priorizar os canais diplomáticos, lembrando que a ONU mantém sua disposição de facilitar o diálogo e promover soluções pacíficas.
O chanceler venezuelano, Yvan Gil, celebrou a vitória diante da comunidade internacional, declarando em postagem oficial no Telegram: "A Venezuela obteve uma vitória clara e legítima: a comunidade internacional registrou que o ataque perpetrado em 3 de janeiro foi um ato contrário ao direito internacional, violador da Carta das Nações Unidas, do direito humanitário e dos direitos humanos, além de uma agressão direta contra a imunidade de um Chefe de Estado em exercício. Não houve espaço para manipulação nem para o duplo padrão".
-- Mais uma vez, a verdade prevaleceu no Conselho de Segurança. A Venezuela obteve uma vitória clara e legítima: a comunidade internacional registrou que o ataque perpetrado em 3 de janeiro foi um ato contrário ao direito internacional, violador da Carta das Nações Unidas, do direito humanitário e dos direitos humanos, além de uma agressão direta contra a imunidade de um Chefe de Estado em exercício. Não houve espaço para manipulação nem para o duplo padrão. O direito esteve ao lado da Venezuela. E a Venezuela, com a autoridade moral e jurídica que lhe confere a história, seguirá defendendo sua soberania e garantindo a paz em seu território, herança viva de Simón Bolívar.



