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Cuba acusa EUA de usar ajuda humanitária como propaganda

Chanceler cubano, Bruno Rodríguez afirma que Washington distorce dados sobre envios à ilha e afirma que bloqueio causa perdas bilionárias ao país

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez (Foto: REUTERS/Norlys Perez)
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247 - O governo de Cuba voltou a afirmar que não impede nem recusa o recebimento de ajuda humanitária e acusou o governo dos Estados Unidos de distorcer informações sobre os valores anunciados para a ilha. Em postagem nas redes sociais, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, criticou as declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que o governo estadunidense manipula números e respostas cubanas sobre ajudas prometidas desde novembro do ano passado. As informações foram publicadas neste sábado (13) pela Prensa Latina

O representante cubano disse que Rubio "confunde constante e intencionalmente" os dados referentes aos montantes divulgados por Washington. Para Rodríguez, os atrasos na entrega dos recursos mostram falta de compromisso real com a população cubana.

"Eles levaram mais de seis meses para concretizar o envio total da primeira ajuda avaliada em 3 milhões de dólares. Cerca de quatro meses para enviar uma parte dos 6 milhões de dólares anunciados", afirmou.

"Quanto tempo poderiam levar para concretizar a dos 100 milhões de dólares? O que podem significar 100 milhões de dólares, quando seu bloqueio econômico e o cerco energético provocam prejuízos anuais de mais de 5 bilhões de dólares?", acrescentou.

Crítica ao bloqueio e ao cerco energético

Na avaliação de Rodríguez, os anúncios de ajuda humanitária feitos pelos EUA não enfrentam o problema central das relações com Cuba. Ele apontou o bloqueio econômico e o cerco energético como fatores que provocam perdas muito superiores aos valores prometidos por Washington.

O representante cubano sustentou que a demora na entrega dos recursos anunciados reforça o caráter político das declarações norte-americanas. Para ele, os anúncios servem mais à disputa pública do que a uma política efetiva de assistência.

Rodríguez também afirmou que os EUA não demonstram interesse concreto em cumprir as ajudas anunciadas. "Na realidade, carecem de interesse real em concretizar as ajudas, e tanta mentira e demora só demonstram o marcado caráter propagandístico desses anúncios", declarou.

Ao relacionar ajuda humanitária e bloqueio econômico, Rodríguez defendeu que o fim das restrições impostas à ilha teria impacto muito maior do que os valores anunciados pelo governo estadunidense. "Não seria mais humanitário levantar o ilegal cerco energético?", concluiu.

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