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Cuba recebe ajuda humanitária enviada pela Colômbia

Carga enviada pelo governo de Gustavo Petro busca amenizar os efeitos do bloqueio criminoso imposto pelos EUA ao país caribenho

Cidade de Havana, capital de Cuba (Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini)
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247 - A ajuda humanitária enviada pela Colômbia chegou a Cuba nesta sexta-feira (12), em meio ao agravamento da crise econômica e energética que afeta a ilha. O cenário resulta do bloqueio petrolífero criminoso imposto pelos Estados Unidos no fim de janeiro, que reduziu drasticamente o acesso cubano a combustíveis. As informações são da RFI.

Um navio da Marinha colombiana atracou no porto de Havana transportando alimentos, medicamentos, suprimentos hospitalares e painéis solares. A iniciativa ocorre em um contexto de escassez de combustíveis, interrupções no fornecimento de energia e dificuldades no transporte público cubano.

O ACR Caribe partiu de Cartagena levando cerca de 100 toneladas de ajuda humanitária. Segundo o governo do presidente colombiano, Gustavo Petro, a carga foi enviada "considerando as dificuldades enfrentadas pela ilha devido às consequências das recentes catástrofes naturais e da situação energética e econômica complexa".

Desde a adoção do embargo petrolífero pelos Estados Unidos, apenas um petroleiro russo chegou a Cuba. As reservas provenientes desse carregamento já foram consumidas, ampliando os impactos da falta de combustível sobre a população e a economia do país.

Ajuda internacional

A Colômbia não é o único país a prestar assistência à ilha. Desde fevereiro, o México enviou seis carregamentos marítimos com ajuda, enquanto organizações da sociedade civil do Uruguai e de Belize também contribuíram com doações.

Os envios buscam reduzir os efeitos da crise intensificada após a passagem do furacão Melissa, que provocou danos significativos em infraestrutura e moradias.

Governo anuncia prioridades

Também nesta sexta-feira (12), o governo cubano informou que trabalha em uma série de "prioridades" diante do agravamento da situação no país. As autoridades não detalharam as medidas em análise, mas indicaram que as mudanças deverão incluir ajustes estruturais voltados para enfrentar a redução da oferta de energia e a escassez de bens essenciais.

A chegada da ajuda colombiana ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre os impactos humanitários das sanções. Organizações independentes apontam que a combinação entre embargo, dificuldades econômicas e eventos climáticos extremos ampliou a vulnerabilidade da população, especialmente em áreas rurais e regiões atingidas por desastres naturais.

Cuba também mantém negociações com países aliados para garantir novos carregamentos de combustível e ampliar a cooperação na área de energia renovável. Os painéis solares enviados pela Colômbia integram esse esforço, embora representem apenas uma parte das necessidades energéticas da ilha.

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