Cuba reage a fala dos EUA e denuncia 'bloqueio punitivo'
Cuba reage a declarações dos EUA e denuncia bloqueio econômico e sanções como medidas punitivas
247 - Cuba voltou a criticar duramente a política de sanções dos Estados Unidos, classificando o bloqueio econômico como uma medida de caráter punitivo, em resposta a declarações recentes de autoridades norte-americanas que negam mudanças na política contra a ilha. A reação foi expressa pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, que questionou publicamente a postura de Washington em mensagem divulgada na rede social X.
Rodríguez contestou diretamente a narrativa do governo norte-americano ao afirmar: “Agora, o Governo dos EUA afirma que não tomou qualquer medida ‘punitiva’ contra Cuba. O que é, senão punitivo, o bloqueio econômico? O que é, senão punitiva, a ameaça a qualquer país que exporte combustíveis para Cuba? O que são a perseguição financeira de transacções cubanas em qualquer país, a restrição a navios mercantes que atracam em portos cubanos e a proibição de visitas de norte-americanos a Cuba?”.
O chanceler cubano também questionou a manutenção de mecanismos considerados discriminatórios por Havana, como listas internacionais que classificam países e entidades sob diferentes restrições. “Que objetivo servem listas seletivas e arbitrárias como a dos Estados patrocinadores do terrorismo, a das entidades sujeitas a restrições e a dos locais sujeitos a restrições?”, indagou.
Além das sanções econômicas diretas, Rodríguez denunciou o que classificou como pressões externas sobre países da América Latina e do Caribe. Segundo ele, há tentativas de influenciar governos da região a interromper programas de cooperação médica com Cuba, afetando tanto a economia cubana quanto populações que dependem desses serviços.
O ministro destacou que essas ações têm impacto direto sobre a prestação de assistência médica internacional, considerada um dos pilares da política externa cubana. Para ele, trata-se de uma estratégia que vai além de medidas diplomáticas e econômicas, atingindo também áreas sociais sensíveis. “Uma acção claramente punitiva”, afirmou.


