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Delcy Rodríguez afirma que reforma petrolífera impulsionará soberania e bem-estar social

Presidenta interina diz que mudanças na Lei de Hidrocarbonetos buscam transformar petróleo e gás em prosperidade para o povo venezuelano

Delcy fala aos trabalhadores do setor petrolífero (Foto: Gabinete da presidência venezuelana )

247 - A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que a reforma parcial da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos tem como objetivo central garantir que as vastas riquezas energéticas do país se convertam em benefícios diretos para a população. Durante encontro com trabalhadores do setor na refinaria de Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, ela destacou que a iniciativa está ancorada nos princípios da soberania energética e da justiça social.

Reportagem da Telesur informa que segundo a presidenta interina, a Venezuela busca otimizar a exploração de suas reservas para assegurar que a riqueza do subsolo resulte em “felicidade econômica e social” para o povo venezuelano.

No discurso, Rodríguez ressaltou que o país não teme o cenário energético internacional nem a diversidade de suas relações externas. “Não devemos temer a agenda energética, nem com os Estados Unidos, nem com o resto do mundo. A diversidade em suas relações internacionais é um direito da Venezuela”, afirmou. Para ela, o avanço da política energética ocorre em paralelo à defesa firme dos recursos naturais e à construção de alianças estratégicas que respeitem a independência nacional.

A presidente interina vinculou diretamente a produção de petróleo e gás ao bem-estar social da população. “Que esses barris parados em campos verdes se transformem em salários, alimentos e assistência médica para o nosso povo. Que os recursos nacionais e internacionais sejam combinados para desenvolver nossas reservas”, declarou, ao enfatizar o papel social da indústria energética.

Um dos pontos destacados foi a assinatura do primeiro contrato de exportação de gás natural da Venezuela, considerado um marco histórico para o país. “Não acreditaram, mas nós já fechamos um contrato para exportar a primeira molécula de gás da Venezuela e agora vamos por mais”, disse Rodríguez. Segundo ela, a meta é clara: “Cabe agora a nós nos tornarmos o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, com algumas das maiores reservas de gás deste hemisfério; cabe agora a nós nos tornarmos uma verdadeira potência produtora de petróleo e gás.”

No campo legal, a presidente interina assegurou que a reforma preserva o controle estatal sobre os recursos naturais, em consonância com o legado do ex-presidente Hugo Chávez.“O legado do Comandante Eterno sobre a propriedade dos recursos será mantido intocável e intacto dentro do novo marco legal”, garantiu, ao defender a unidade do setor e reconhecer o papel estratégico dos trabalhadores na recuperação da indústria.

Rodríguez também abordou a política externa venezuelana, afirmando que o país avança na defesa da soberania com base na Diplomacia Bolivariana de Paz. “Vamos cara a cara com o governo dos Estados Unidos, vamos resolver nossas diferenças, nossas controvérsias históricas por meio da diplomacia bolivariana”, afirmou, ao convocar a unidade nacional inspirada nos ideais dos próceres da independência.

Ao tratar do cenário interno, a presidenta interina destacou a importância da estabilidade política para o desenvolvimento econômico. “Vamos à batalha diplomática, frente, frente a frente, e já dissemos: não temos medo… porque, se há algo que deve nos unir hoje como povo, é garantir a paz e a tranquilidade desta pátria”, declarou, ressaltando que dignidade e honra orientam o diálogo internacional.

Rodríguez elogiou ainda a postura da população após a agressão militar de 3 de janeiro, quando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram sequestrados. Segundo ela, a reação de calma e serenidade demonstrou a maturidade política do povo, descrito como “filhos e filhas de Simón Bolívar”. Nesse contexto, criticou setores que apoiaram ações contra a integridade territorial do país, afirmando que “eles não são patriotas, irmãos e irmãs, eles não são… Eles não podem ser incluídos na vida da nossa república”.

Ao encerrar, a presidenta interina reforçou a ligação entre inclusão econômica e paz social. “Não pode haver paz social sem inclusão econômica”, afirmou, destacando o papel decisivo dos trabalhadores do setor petrolífero. Como sinal de recuperação industrial, comemorou o fato de que, em 2025, pela primeira vez em uma década, a Venezuela não precisou importar combustível, graças ao desempenho do complexo nacional de refino. Mesmo reconhecendo ajustes estratégicos impostos por agressões externas, Rodríguez assegurou que os planos de expansão da indústria para 2026 seguem mantidos.

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