HOME > América Latina

Delcy Rodríguez: “Aqui não há rendição, mas uma batalha pela Venezuela”

Dirigente venezuelana afirma que o país luta por paz, produção e desenvolvimento sem bloqueios

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez 19/02/2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A presidenta interina da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, cobrou o fim das sanções contra a Venezuela e afirmou que o país luta por paz, produção e desenvolvimento sem bloqueios, durante ato realizado nesta quarta-feira (27) no estado de Anzoátegui.

Segundo a Telesur, Delcy Rodríguez lançou a segunda fase da Grande Peregrinação Nacional por uma Venezuela Sem Sanções e em Paz, iniciativa que, nesta etapa, concentra-se no setor produtivo e no desenvolvimento econômico do país. A jornada teve início com uma carreata em San Tomé, seguiu pela Avenida Sur e terminou na cidade de El Tigre.

No ato, Delcy Rodríguez exigiu o fim das medidas coercitivas unilaterais impostas pelos Estados Unidos e pela Europa contra a Venezuela. Ela também rejeitou agendas de desestabilização e defendeu a paz como caminho para a reconstrução nacional.

“A violência jamais deve prevalecer em nosso país. Estamos comprometidos com a paz, o desenvolvimento e uma Venezuela livre de sanções”, afirmou Rodríguez.

Mobilização por uma Venezuela sem sanções

A nova fase da peregrinação ocorre após uma primeira parada no estado de Bolívar, onde Delcy Rodríguez se reuniu com trabalhadores, representantes da cultura, comunas, conselhos comunitários e mototaxistas. A mobilização busca articular diferentes setores sociais em torno da defesa do direito ao desenvolvimento e da superação dos efeitos do bloqueio econômico.

De acordo com o governo venezuelano, a iniciativa tem dois objetivos estratégicos: garantir justiça aos direitos da Venezuela ao desenvolvimento e à esperança, e avançar na redução das desigualdades sociais atribuídas às medidas restritivas impostas ao país.

Durante sua fala em Anzoátegui, Rodríguez denunciou o bloqueio econômico como uma tentativa de prejudicar a população, limitar o desenvolvimento nacional e aprofundar desigualdades. Ela reiterou que a Venezuela tem direito ao progresso, à liberdade e a uma pátria sem interferências externas.

A dirigente venezuelana também defendeu a superação da intolerância e do ódio por meio do amor e da cooperação, como forma de garantir estabilidade diante das medidas que, segundo ela, buscam desestabilizar o país.

Autoridades locais acompanham ato em Anzoátegui

A agenda em Anzoátegui contou com a presença do governador do estado, Luis José Marcano; da primeira-dama estadual, Marcia Moreno; e do prefeito de El Tigre, Alberto Gago, entre outras autoridades locais.

A mobilização teve como objetivo unir esforços da população para exigir a restauração dos direitos nacionais e enfrentar as consequências da política hostil dos Estados Unidos, apontada pelo governo venezuelano como ameaça ao desenvolvimento socioeconômico, ao futuro e ao bem-estar do povo.

Delcy Rodríguez foi recebida por moradores de Anzoátegui, que participaram da marcha em defesa de uma Venezuela livre de sanções e em paz.

Produção nacional e soberania alimentar

Como parte da agenda econômica, Delcy Rodríguez reuniu-se com mais de 150 produtores de Anzoátegui, Monagas e Bolívar. O encontro teve como foco consolidar a produção agrícola e fortalecer a soberania alimentar venezuelana, apesar das sanções.

Durante a reunião, a fábrica da INVEYUCA foi apresentada como exemplo de parceria público-privada bem-sucedida. A unidade produz 70% do amido utilizado na Venezuela e 70% do amendoim consumido no país, sendo citada como símbolo da recuperação econômica e da capacidade de resistência diante das medidas coercitivas.

Rodríguez afirmou que a Venezuela “não se rendeu ao bloqueio econômico” imposto pelos Estados Unidos e pediu união aos produtores.

“Que fique bem claro: não há rendição aqui, não há capitulação aqui, há uma luta pela Venezuela”, declarou.

A presidenta interina também ressaltou que o país tem “o direito ao desenvolvimento, ao progresso e a uma pátria” e condenou as restrições que, segundo ela, dificultam os esforços para “curar feridas” e “acabar com a desigualdade social”.

Mensagem aos Estados Unidos e à Europa

Em seu discurso, Delcy Rodríguez destacou o potencial produtivo da Venezuela nos setores de petróleo, gás, agricultura e turismo. Ela também defendeu a substituição de importações e o impulso às exportações não petrolíferas como caminhos para gerar empregos e divisas.

Rodríguez afirmou que todos os produtos fabricados na Venezuela devem incorporar uma perspectiva exportadora, de modo a ampliar a capacidade econômica do país e fortalecer sua presença no mercado internacional.

Ao se dirigir aos Estados Unidos, à Europa e aos governos que impuseram sanções à Venezuela, a dirigente afirmou que o povo venezuelano demonstrou historicamente disposição para a amizade e a cooperação com outras nações.

“Não tenham medo de uma Venezuela sem bloqueios, não tenham medo de uma Venezuela sem sanções”, disse Rodríguez, acrescentando que “o povo venezuelano, ao longo de sua história, demonstrou amizade com outros povos, cooperação e apoio quando outros povos precisaram do nosso país”.

A mobilização em Anzoátegui encerrou mais uma etapa da campanha venezuelana pelo fim das sanções, combinando atos populares, agenda produtiva e defesa da soberania nacional.

Artigos Relacionados