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Delcy Rodríguez rejeita imposições dos EUA e diz que manterá relações com vários países

EUA dizem que Caracas deve renunciar à cooperação com Rússia, China, Irã e Cuba

Delcy Rodríguez (Foto: AVN)

247 - Os Estados Unidos estão exigindo que o governo venezuelano renuncie à cooperação com a Rússia, a China, o Irã e Cuba, informou na quarta-feira (7) a ABC News, citando fontes.

Segundo a reportagem, o governo do presidente Donald Trump disse à presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, que Caracas precisa atender às exigências da Casa Branca antes de poder ampliar a produção de petróleo do país. A reportagem acrescenta que a primeira exigência da lista é a renúncia à cooperação com China, Rússia, Irã e Cuba.

De acordo com outra demanda, a Venezuela deve trabalhar exclusivamente com os Estados Unidos na produção de petróleo e dar preferência a Washington na venda de petróleo pesado.

Rodríguez, durante uma reunião com parlamentares, rejeitou as imposições, informou a Sputnik nesta quinta-feira (8). A Venezuela deve manter relações com todos os países do hemisfério, assim como com a Ásia, a África, o Oriente Médio e a Europa, afirmou a presidente encarregada.

Ela disse que 71% das exportações venezuelanas estão concentradas em oito países, sendo que 27% têm como destino os Estados Unidos. Segundo Rodríguez, as relações econômicas e geopolíticas da Venezuela são diversificadas em diferentes mercados globais.

“A Venezuela deve manter relações com todos os países deste hemisfério, assim como com a Ásia, a África, o Oriente Médio e a Europa”, afirmou Rodríguez. 

As exportações de petróleo da Venezuela, que caíram a um nível mínimo em meio ao bloqueio imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a todos os petroleiros sancionados, estão paralisadas porque os capitães dos portos não receberam pedidos de autorização para a saída de embarcações já carregadas. 

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, sequestrando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. Trump anunciou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento com “narco-terrorismo” e por representarem uma ameaça, inclusive aos Estados Unidos.

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