Díaz-Canel afirma que Cuba está aberta ao diálogo com os EUA, desde que haja respeito à soberania e ausência de pressões
O presidente cubano declarou estar disposto a se sentar à mesa com Washington “sem pressão”
247 - O chefe de Estado cubano manifestou disposição para dialogar com os Estados Unidos sobre quaisquer temas, desde que o processo ocorra sem imposições. Ele declarou estar disposto a se sentar à mesa com Washington “sem pressão” e acrescentou que o diálogo não é possível sob pressão.
De acordo com Díaz-Canel, eventuais conversas devem ocorrer “em pé de igualdade”, com pleno respeito à soberania, à independência e à autodeterminação de Cuba. Ele sustentou ainda que quaisquer diálogos não podem incluir temas considerados ofensivos ou que configurem interferência nos assuntos internos do país.
O presidente cubano afirmou esperar que um possível entendimento contribua para a construção de uma “relação civilizada entre vizinhos que possa trazer benefícios mútuos aos nossos povos, aos povos de ambas as nações”.
Ao comentar a relação com a sociedade norte-americana, Díaz-Canel destacou: “Nós, cubanos, não odiamos o povo americano, reconhecemos os valores do povo americano, os valores de sua história, os valores de sua cultura”.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, voltou a defender a doutrina de defesa adotada pela ilha caribenha e reiterou que o país não representa ameaça aos Estados Unidos. Em meio ao endurecimento das sanções e à manutenção do bloqueio econômico imposto por Washington, o chefe de Estado destacou que a estratégia cubana está fundamentada na chamada “Guerra de Todo o Povo”, conceito voltado à proteção da soberania e da independência nacional.
As declarações foram divulgadas pela Telesur nesta terça-feira (10). Segundo a emissora, Díaz-Canel enfatizou que a política de defesa cubana não prevê agressões contra qualquer outra nação e criticou a retórica adotada pelo governo norte-americano.
Ao abordar as tensões bilaterais, o presidente cubano afirmou: “Agora, quem está constantemente falando sobre agressão, e sobretudo quem tem levantado uma retórica insultuosa sobre uma possível agressão contra Cuba, é o governo dos EUA neste momento”. Para ele, a narrativa de ameaça parte de Washington, e não de Havana.
Díaz-Canel ressaltou que a posição de Cuba é histórica e foi estabelecida pelo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, sendo posteriormente mantida pelo general do Exército Raúl Castro. Segundo o atual presidente, essa orientação permanece “inalterável e invariável neste momento”, reforçando a continuidade da política de defesa da ilha.


