Em conversa com parlamentares dos EUA, presidente cubano denuncia impacto do bloqueio
Díaz-Canel critica bloqueio energético e pede diálogo bilateral durante visita de parlamentares dos Estados Unidos à ilha
247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou a congressistas dos Estados Unidos os impactos do bloqueio econômico, com destaque para o embargo energético, e reiterou a disposição do governo cubano em manter um diálogo bilateral “sério e responsável” para resolver divergências entre os dois países. As declarações ocorreram durante uma visita oficial de parlamentares norte-americanos à ilha, marcada por críticas ao bloqueio e apelos por sua suspensão.
Segundo informações divulgadas pela agência Prensa Latina, Díaz-Canel relatou na rede X que durante o encontro reafirmou “a disposição do governo em manter um diálogo bilateral sério e responsável, e em encontrar soluções para as diferenças existentes”. Ele também destacou as consequências do bloqueio energético imposto pela atual administração dos Estados Unidos.
A visita dos congressistas democratas teve duração de cinco dias e integrou uma delegação oficial do Congresso dos EUA. Ao término da agenda, os parlamentares divulgaram um comunicado pedindo o fim imediato das restrições ao fornecimento de combustível à ilha. No texto, classificaram a medida como uma “punição coletiva cruel” que equivale, “na prática, a um bombardeio econômico da infraestrutura do país”.
As deputadas Pramila Jayapal, do estado de Washington, e Jonathan Jackson, de Illinois, ressaltaram que Washington impediu a entrada de “uma única gota de petróleo em Cuba por mais de três meses”, alertando para os danos permanentes causados por essa política. “Esta situação tem de parar imediatamente”, afirmaram os legisladores.
De acordo com o comunicado, os congressistas testemunharam diretamente os efeitos da escassez de combustível, que impacta serviços essenciais como saúde pública, abastecimento de água e educação. Eles também relataram ter ouvido “uma grande diversidade de vozes: famílias, líderes religiosos, empresários, organizações da sociedade civil, representantes do governo cubano”, observando que há consenso entre diferentes setores sobre a necessidade de encerrar o bloqueio.
Os parlamentares defenderam ainda que Estados Unidos e Cuba iniciem negociações imediatas e genuínas, com o objetivo de garantir a dignidade e a liberdade do povo cubano.


