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EUA elevam pressão por fim do governo de transição do Haiti e enviam navios militares

EUA cobram que Conselho Presidencial de Transição do país caribenho seja dissolvido até 7 de fevereiro

Bandeira do Haiti (Foto: Reuters)

247 - Em uma nova ação de ingerência do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na região do mar do Caribe, a embaixada dos EUA informou que a Marinha de Guerra enviou a Porto Príncipe os navios USCGC Diligence, USCGC Stone e USS Stockdale como parte do avanço militar no Haiti. As informações foram divulgadas pela teleSUR nesta quinta-feira (5). 

Por meio de sua conta oficial na rede X, a embaixada comunicou que “sob ordens do secretário de Defesa (Pete Hegseth), o USS Stockdale, o USCGC Stone e o USCGC Diligence chegaram à baía de Porto Príncipe”.

O Comando Sul dos Estados Unidos também afirmou na plataforma X que “a @USNavy (Marinha dos EUA) e a @USCG (Guarda Costeira dos EUA) trabalham para garantir um Haiti mais seguro e próspero”.

No dia 25 de janeiro, o Departamento de Estado informou que havia cancelado os vistos de dois integrantes do (CPT) e de seus familiares devido à suposta vinculação com “gangues e outros grupos criminosos” na nação caribenha.

No dia 23 de janeiro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou em uma ligação com o primeiro-ministro do Haiti, Alix Fils-Aimé, que o Conselho Presidencial de Transição (TPC, na sigla em inglês) do país caribenho deve ser dissolvido até 7 de fevereiro, conforme previsto.

Rubio pressionou o líder haitiano a optar pela "estabilidade" do Haiti e ressaltou que os Estados Unidos garantirão que haja um custo elevado para "políticos corruptos que apoiam gangues e promovem o terror no país", segundo informou o comunicado.

No último dia 29, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou por unanimidade uma resolução para prorrogar por um ano o mandato do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), até 31 de janeiro de 2027. O texto enfatiza a necessidade de coordenação adequada entre o BINUH e as agências relevantes da ONU no Haiti, bem como com a Força de Supressão de Gangues, elaborada pelos Estados Unidos e pelo Panamá, as autoridades haitianas e outros parceiros internacionais e regionais.

Naquele mesmo dia, o jornal The American Conservative informou que, após sequestrar e levar para Nova York o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os Estados Unidos têm intenção de continuar derrubando governos em outros países, como Cuba, Irã, Iraque e até mesmo o Haiti. 

O Haiti enfrenta há anos uma violência desenfreada de gangues, crise que se agravou após o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2021. Mais da metade da população do país, de 12 milhões de habitantes, necessita de ajuda humanitária emergencial. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, a violência das gangues deslocou mais de 1,4 milhão de pessoas em 2025. (Com informações da Sputnik). 

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