Suprema Corte do Panamá nega concessão do Canal a subsidiária de empresa sediada em Hong Kong
Uma subsidiária da Hutchison Holdings pretendia trabalhar na construção e na gestão de terminais de contêineres nos portos de Balboa e Cristóbal
247 - A Suprema Corte panamenha considerou inconstitucional a concessão de uma subsidiária da CK Hutchison Holdings, sediada em Hong Kong, para operar portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, que tem 82 quilômetros (km) de extensão.
Uma subsidiária da Hutchison Holdings queria o desenvolvimento, construção, operação e gestão de terminais de contêineres nos portos de Balboa e Cristóbal.
Assinado em 1997, o contrato com a Panama Ports Corporation concedeu à empresa o controle de terminais marítimos estratégicos do país por 25 anos. Em 2021, o acordo foi prorrogado até 2047 sem aprovação de órgãos de fiscalização. As perdas sofridas pelo Estado devido aos termos desfavoráveis do contrato ultrapassam US$ 1,3 bilhão, apontaram estimativas de auditores.
O canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914. Tem 152,4 metros de largura, e 26 metros de profundidade. Sua travessia leva de 15 a 20 horas.
EUA
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, usou a rede social X para comemorar a decisão anunciada pelo Judiciário panamenho.
“Os Estados Unidos consideram encorajadora a recente decisão da Suprema Corte do Panamá de declarar inconstitucionais as concessões portuárias à China”, disse Rubio na rede social X.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já declarou a intenção de assumir o controle do Canal do Panamá. Rubio visitou o Panamá em fevereiro de 2025 e disse ao presidente do país, José Raúl Mulino, que os EUA não queriam manter o status quo em relação ao Canal do Panamá em consequência do aumento da influência da China na região.
O presidente panamenho afirmou que seu governo não renovaria o memorando de entendimento com a China sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota.


