EUA suspendem restrições aéreas no Caribe após operação militar na Venezuela
Reabertura do espaço aéreo permite retomada gradual de voos, mas companhias alertam para dias de ajustes e passageiros ainda retidos na região
247 - O governo dos Estados Unidos informou que as restrições ao espaço aéreo no Caribe impostas a companhias norte-americanas seriam encerradas à meia-noite do horário da costa leste, permitindo a retomada dos voos após uma série de cancelamentos e atrasos. A medida ocorre depois de uma operação militar dos EUA na Venezuela, que provocou o fechamento preventivo da área por motivos de segurança.
As informações foram divulgadas pela agência Reuters, com base em declarações do secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, feitas na rede social X. Segundo ele, as companhias aéreas já trabalhavam para atualizar rapidamente suas malhas e restabelecer os serviços interrompidos.
O fechamento do espaço aéreo levou ao cancelamento de centenas de voos por grandes empresas do setor. Companhias como United Airlines, American Airlines, Delta e Spirit Airlines anunciaram planos para retomar gradualmente as operações no Caribe a partir de domingo. A United informou que programou um voo para San Juan, em Porto Rico, ainda na noite de sábado e destacou: “Esperamos operar a maior parte dos voos programados para a região no domingo”.
A Delta Air Lines declarou que prevê operar sua programação normal para o Caribe, embora com ajustes logísticos para reposicionamento de recursos. Já a American Airlines afirmou que se preparava para a reabertura do espaço aéreo do Caribe Oriental, acrescentando mais de 3.700 assentos extras para a região, além da retomada dos voos regulares. A empresa também informou o uso de aeronaves maiores, incluindo widebodies, para “adicionar o máximo de capacidade possível” e atender passageiros afetados pelo fechamento determinado pela Administração Federal de Aviação (FAA).
A Spirit Airlines comunicou por e-mail que retomou os voos de e para o Caribe em 4 de janeiro, após o término da diretiva de fechamento do espaço aéreo. Apesar disso, analistas alertam que a normalização completa das operações pode levar vários dias. O especialista em aviação Robert Mann observou que as companhias têm “basicamente um dia inteiro de passageiros” ainda retidos na região, o que exige um esforço adicional para reorganizar a malha aérea.
Durante o período de restrições, American Airlines, Delta, United, Frontier, Spirit e JetBlue iniciaram cancelamentos em consonância com as determinações da FAA. A JetBlue, por exemplo, cancelou 215 voos, mas informou que retomaria as operações normais no domingo. Em aviso oficial, a FAA explicou que o fechamento ocorreu “devido a riscos à segurança de voo associados à atividade militar em andamento”.
Além das companhias norte-americanas, a agência também emitiu alertas a operadoras estrangeiras, recomendando que evitassem o espaço aéreo venezuelano. Autoridades dos EUA advertiram operadores britânicos sobre “risco potencial de armamentos antiaéreos e aumento da atividade militar” em voos realizados a até 160 quilômetros da área. A FAA não comentou além das notificações oficiais.
Empresas europeias e sul-americanas também cancelaram voos por precaução. Algumas companhias decidiram isentar passageiros do pagamento de taxas de remarcação e diferenças tarifárias para viagens adiadas em razão das restrições.
A operação militar norte-americana que desencadeou o fechamento do espaço aéreo resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington poderia manter o país sob controle americano temporariamente, com eventual envio de forças dos EUA, se considerado necessário. Após o ataque, dados do FlightRadar24 indicaram a interrupção do tráfego aéreo comercial sobre o espaço aéreo da Venezuela.
A Air Canada informou que suas operações no Caribe e na América do Sul permaneciam normais, seguindo orientações da Transport Canada, e que continuava monitorando a situação para eventuais atualizações conforme o cenário evoluísse.



