Gustavo Petro pede que EUA mudem política em relação a Cuba
Presidente da Colômbia defende diálogo com Washington e propõe cooperação energética com Cuba
247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apelou ao governo dos Estados Unidos para que reveja sua política em relação a Cuba, diante do endurecimento do bloqueio econômico e petrolífero imposto por Washington.
De acordo com a Telesur, Petro utilizou suas redes sociais para defender a retomada do diálogo entre Washington e Havana e propor alternativas concretas de cooperação regional, especialmente na área de energia solar, como forma de amenizar os impactos da crise no cotidiano da população cubana.
Ao comentar a situação, o presidente colombiano sugeriu a implementação de um programa de energia solar em Havana. Segundo ele, a América Latina poderia contribuir diretamente com a produção de painéis solares. “Na América Latina, podemos ajudar fabricando painéis solares. A Colômbia fornece sua areia de sílica e cobre; nós já produzimos painéis para exportação, se necessário”, afirmou.
Petro também destacou a necessidade de reconstruir canais diplomáticos sob uma lógica de cooperação. Em sua avaliação, a política de pressão econômica deve ser substituída por iniciativas que favoreçam o entendimento entre os dois países.
O chefe de Estado colombiano recordou ainda o papel desempenhado por Cuba no processo de paz colombiano, ao sediar negociações entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) durante a gestão de Juan Manuel Santos (2010-2018). Ele observou que essa colaboração foi solicitada oficialmente por Bogotá à época e declarou que seu antecessor, Iván Duque, “ignorou” esse gesto. “Sou grato a Cuba pela sua colaboração com a Noruega pela paz na Colômbia. Cuba é uma joia do Caribe, e seu povo é culto e pode contribuir muito para a humanidade com seu conhecimento e cultura”, afirmou.
A manifestação da Colômbia soma-se a posicionamentos de diversos países que têm criticado os efeitos do bloqueio econômico. O governo da Venezuela declarou que ordens executivas recentes de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, intensificaram um bloqueio que já se estende por mais de seis décadas, com impactos diretos sobre o sistema elétrico e produtivo da ilha.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum também se posicionou contra as medidas adotadas por Washington e confirmou a continuidade do envio de ajuda humanitária. “Continuaremos enviando alimentos e outros itens solicitados pelo governo cubano para seu povo”, afirmou.
Além dos países latino-americanos, nações como Rússia, China, França e Espanha expressaram apoio a Cuba e defenderam uma solução diplomática para conter a deterioração das condições de vida da população, reiterando a disposição de manter o envio de assistência humanitária à ilha.


