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México envia cerca de 1.200 toneladas de ajuda humanitária a Cuba

Mantimentos têm previsão de chegada ao país em quatro dias; crise na ilha é causada pelo bloqueio e pressão dos EUA

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fala durante coletiva de imprensa no Palácio Nacional, na Cidade do México, México, em 23 de fevereiro de 2026 (Foto: REUTERS/Raquel Cunha)

247 - O governo do México enviou, na terça-feira (24), dois navios da Marinha a Cuba transportando 1.193 toneladas de ajuda humanitária. As embarcações partiram do porto de Veracruz e têm previsão de chegada à ilha em quatro dias. O envio ocorre em um contexto de crise em Cuba, causada diretamente pela pressão e bloqueios exercidos pelos Estados Unidos. As informações são da CNN Brasil.

De acordo com a Marinha do México, um dos navios leva 1.078 toneladas de produtos, com predominância de feijão e leite em pó. A segunda embarcação transporta 92 toneladas de feijão e 23 toneladas de outros alimentos arrecadados por organizações civis na Cidade do México. O carregamento soma-se a outra remessa enviada pelo México no início de fevereiro. Na ocasião, dois navios transportaram 814 toneladas de itens como produtos de higiene pessoal, leite líquido e em pó, biscoitos, feijão, arroz, atum, sardinha e óleo vegetal.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, declarou que continuará enviando ajuda humanitária a Cuba e informou que busca alternativas diplomáticas para manter o fornecimento de petróleo sem sofrer represálias dos Estados Unidos, principal parceiro comercial do México, país com o qual compartilha uma fronteira superior a 3.100 quilômetros.

Bloqueio dos EUA causa crise energética em Cuba

Segundo o governo mexicano, o objetivo das remessas é contribuir para evitar uma crise em Cuba. A escassez de petróleo no início do ano agravou problemas como apagões e dificultou o transporte de alimentos para regiões mais afastadas da ilha.

Até janeiro, a Venezuela era o principal fornecedor de petróleo a Cuba. O cenário mudou após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma agressão militar dos Estados Unidos em Caracas e em outras áreas do país. Com a situação venezuelana, Cuba passou a depender mais do México como fonte regional de petróleo.

No entanto, essa cadeia de suprimentos foi interrompida no fim de janeiro, quando os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas a países que fornecessem combustível ao governo cubano, de forma direta ou indireta. Os Estados Unidos mantêm bloqueio econômico criminoso contra Cuba desde a década de 1960 e justificaram a ameaça de tarifas sob o argumento de que a ilha representa ameaça à sua segurança nacional. O governo cubano rejeita essa alegação.

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