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Na Alemanha, Lula critica bloqueio dos EUA contra Cuba: “vergonha global”

Presidente do Brasil defendeu soberania da ilha caribenha e disse ser “contra qualquer intervenção em qualquer país”

Presidente Lula (Foto: REUTERS/Fabian Bimmer)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta segunda-feira (20), o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba e classificou a medida como “uma vergonha global”. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Hannover, na Alemanha, segundo a agência Reuters.

Ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, Lula afirmou que o embargo impede que o país caribenho determine seu próprio caminho político e econômico. “É uma vergonha global que um país não tenha tido a oportunidade, após a revolução, de decidir seu próprio destino, com uma potência impondo um bloqueio, um bloqueio ideológico contra Cuba”, declarou.

Posicionamento contrário à intervenção externa

O presidente também se posicionou contra qualquer tipo de intervenção externa. “Sou contra qualquer bloqueio, sou contra qualquer intervenção em qualquer país, sou contra em Cuba, sou contra na Alemanha, no Brasil, sou contra em qualquer lugar”, disse.

Na mesma fala, Lula mencionou que a imposição de força não resolve conflitos internacionais. “Se continuarmos acreditando que a lei do mais forte deve prevalecer, isso já aconteceu antes no mundo e não funcionou”, afirmou.

Ameaças de Trump

As declarações ocorrem em meio a ameaças recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à ilha caribenha. No fim de março, Trump afirmou que “Cuba é a próxima”, durante discurso em um fórum de investimentos em Miami, sem detalhar medidas concretas.

O chefe da Casa Branca tem reiterado avaliações de que o governo cubano enfrenta dificuldades econômicas e pode estar próximo de um colapso, embora não tenha apresentado um plano específico em relação à ilha.

Reforma do Conselho de Segurança

Durante a coletiva, Lula também defendeu mudanças na estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ele, a atual configuração concentra poder em poucos países.

“O Conselho de Segurança não é um privilégio para cinco pessoas que não se preocupam com a paz”, afirmou. “Precisamos da participação de mais países.”

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