Nicolás Maduro e Cilia Flores enviam mensagem e prestam apoio a Delcy Rodríguez
Deputado da Assembleia Nacional, Nicolás Maduro Guerra foi quem transmitiu a mensagem de seu pai à Venezuela
247 - Deputado da Assembleia Nacional da Venezuela, Nicolás Maduro Guerra divulgou nesta terça-feira (13) uma mensagem de seu pai, Nicolás Maduro, que está preso em Nova York junto com a primeira-dama, Cilia Flores, após terem sido sequestrados por forças dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro. O casal também prestou apoio à presidenta interina venezuelana, Delcy Rodríguez. Os relatos foram divulgados em reportagem da TeleSUR.
“Tivemos ontem uma mensagem dele e dela”, relatou Maduro Guerra durante uma mobilização do setor de transportes em Caracas. “Dizem que estão firmes e fortes, que têm clareza do papel de luta que lhes cabe cumprir, que mantêm tranquilidade de consciência e a fé depositada em Deus e no povo da Venezuela”, continuou. “Confiam em Delcy, na equipe que está à frente e em nós. Esse foi o recado que nos enviaram ontem”, acrescentou o deputado ao comentar sobre o apoio de Maduro à presidenta interina.

As agressões dos EUA são resultado do interesse do governo Donald Trump e de empresários estadunidenses no petróleo venezuelano. De acordo com números divulgados pela Opep, a Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo (303,3 bilhões de barris), seguida por Arábia Saudita (267,2 bilhões de barris), pelo Irã ( 208,6 bilhões de barris), pelo Canadá (163 bilhões de barris) e pelo Iraque (145 bilhões de barris), fechando as cinco primeiras posições. O Brasil ficou em 15°.
Além do petróleo, os EUA haviam lançado, no começo do segundo semestre do ano passado, uma ofensiva que resultou em mais de 120 mortes em 35 ataques de forças estadunidenses contra barcos supostamente envolvidos com o tráfico de drogas.
Este argumento de combater o narcotráfico vem sendo usado pelo governo Trump na tentativa de violar a soberania de países latino-americanos. Mas, conforme destacam líderes do campo progressista na América Latina, o interesse dos EUA está em fragilizar a economia de países do continente, para favorecer os interesses estadunidenses.
Reação
Na Venezuela formou-se uma grande caravana nacional em defesa da libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Organizados denunciam violação da soberania nacional e das normas do direito internacional.
O parlamentar Nicolás Maduro Guerra apelou à população venezuelana para que preserve a unidade. “Devemos permanecer unidos e não permitir que nada nos divida. Vão tentar semear discórdia e divulgar versões para confundir, mas diante disso é necessária clareza política e ideológica”, declarou.
O ministro do Transporte, Ramón Velásquez Araguayán, reforçou o chamado à coesão nacional. “As bombas, quando caíram, não eram destinadas a chavistas nem a opositores; atingiram a todos da mesma forma. É preciso ter consciência de que o presidente Nicolás Maduro, comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, deseja que o povo permaneça em paz”, disse.
Mobilização
Trabalhadores do setor de transportes se concentraram em pontos estratégicos da capital, como o Poliedro de Caracas, o Monumento Bicentenário, a Avenida Bolívar — nas áreas do Parque Carabobo e do Museu Nacional de Arquitetura — e o Paseo de la Revolución, formando uma coluna unificada em direção ao centro da cidade. O objetivo da mobilização é exigir a libertação imediata do casal presidencial e denunciar a ingerência externa.
Desde o dia 3 de janeiro, setores populares mantêm presença contínua nas ruas, reafirmando apoio ao governo liderado pela presidenta interina Delcy Rodríguez e rejeitando ações consideradas ameaças à soberania do país. Manifestações de solidariedade à Venezuela também foram registradas em diferentes países, com atos públicos em regiões da América Latina, da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos.
Além das ações em território venezuelano, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou operações militares no Caribe e no Pacífico sob a justificativa de combate ao narcotráfico, ampliando a tensão regional. Esses episódios têm sido citados por autoridades venezuelanas e por observadores internacionais como parte de um contexto mais amplo de pressão militar e política na região.
Tradução do texto do post acima: "Na Veneuzuela, analistas políticos, intelectuais e historiadores expressaram sua rejeição à agressão militar dos EUA contra a nação sul-americana e se juntaram às vozes que exigem a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores".
Tradução do texto da postagem acima: "Mobilização do setor de transportes pela libertação do presidente constitucional de #Venezuela 🇻🇪 , Nicolás Maduro Moros e da primeira combatente Cilia Flores, hoje terça-feira, 13 de janeiro de 2026, em Caracas".


