Operação dos EUA que sequestrou Maduro deixou 100 mortos na Venezuela, diz ministro
Diosdado Cabello afirma que agressão deixou ao menos 100 mortos e acusa Washington de visar o petróleo da Venezuela
247 - O ministro venezuelano Diosdado Cabello denunciou que ao menos 100 pessoas foram assassinadas durante a agressão dos Estados Unidos ocorrida no último sábado (3). O episódio incluiu o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, além de ataques que deixaram ambos feridos.As declarações foram feitas em pronunciamento divulgado pela teleSur.
Cabello afirmou que a prioridade imediata das forças bolivarianas é garantir o retorno das lideranças ao território nacional. “A batalha que temos neste momento é que nos devolvam Cilia e Nicolás, nosso presidente constitucional”, declarou.
De acordo com o ministro, durante o sequestro, tanto Maduro quanto Cilia Flores sofreram ferimentos. Ele destacou que a situação representa uma violação grave da soberania venezuelana e um ataque direto às instituições do país, reforçando o clima de tensão gerado pela intervenção externa.
Cabello também afirmou que autoridades judiciais dos Estados Unidos reconheceram que o chamado Cartel de los Soles não existe, rebatendo acusações frequentemente utilizadas para justificar pressões e ações contra a Venezuela. Para o ministro, o verdadeiro objetivo da intervenção norte-americana seria estratégico e econômico. Segundo ele, o propósito central seria “se apoderar do petróleo” venezuelano, uma das maiores reservas do mundo.
Em sua fala, Cabello desmentiu ainda a existência de manifestações em apoio ao que classificou como barbárie. De acordo com o ministro, o movimento observado nas ruas do país tem outro sentido. Ele afirmou que a população está se mobilizando para exigir a devolução do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, além de defender a paz da nação bolivariana.
O dirigente venezuelano reafirmou apoio absoluto à presidenta interina Delcy Rodríguez, que assumiu a condução do país diante do sequestro do chefe de Estado. Cabello enfatizou que a unidade das forças revolucionárias é fundamental para enfrentar o momento de crise e preservar a estabilidade nacional.
Ao concluir, o ministro reforçou a visão de que o projeto político em curso no país é essencial para garantir tranquilidade interna. “A única garantia de paz na Venezuela é representada pela Revolução Bolivariana”, afirmou, ao reiterar a defesa do processo político liderado pelo governo venezuelano.



