Petro alerta que se não houver diálogo haverá guerra
Presidente da Colômbia afirma que telefonema com o atual presidente dos Estados Unidos tratou de Venezuela e narcotráfico em meio à escalada de tensões
247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, relatou nesta quarta-feira (7) detalhes do telefonema que manteve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um momento de forte tensão entre os dois países. A ligação ocorreu após declarações públicas de Trump que levantaram a possibilidade de uma ação militar norte-americana em território colombiano, sob o argumento do combate ao narcotráfico.
Segundo o chefe de Estado colombiano, o contato telefônico foi o primeiro desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos e teve duração aproximada de uma hora, destaca reportagem do portal Metrópoles. .
De acordo com Petro, a conversa concentrou-se em dois temas centrais: a situação da Venezuela e o enfrentamento ao narcotráfico. O presidente colombiano afirmou que entrou no diálogo com apreensão e fez um apelo direto pela retomada de canais diplomáticos formais entre os governos. “Obviamente, eu estava apreensivo. Na conversa, toquei em dois temas para não prolongar demais e fiz um pedido: que sejam restabelecidas as comunicações diretas entre as chancelarias e os presidentes. Se não houver diálogo, há guerra. Se não houver conversa, estamos perdidos”, declarou durante o discurso na capital colombiana.
Ainda segundo Petro, ele apresentou dados relacionados à política antidrogas do seu governo, ressaltando sua trajetória pessoal no enfrentamento ao tráfico. “Então, tratei de dois temas: Venezuela e narcotráfico. Tive de apresentar alguns números, porque sou questionado por estar há 20 anos arriscando minha vida no combate a traficantes poderosos”, afirmou.
Donald Trump também confirmou a realização do telefonema em uma publicação na rede Truth Social. O atual presidente dos Estados Unidos descreveu a conversa em tom cordial e mencionou os pontos de divergência entre os dois países. “Foi uma grande honra conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que telefonou para explicar a situação das drogas e outras divergências que temos tido”, escreveu.



