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Trump diz ter assistido ao sequestro de Maduro 'ao vivo', como "um programa de televisão"

Presidente dos EUA diz que futuro da Venezuela está sendo decidido e informa que Maduro está a caminho de Nova York

O presidente dos EUA, Donald Trump - 19 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanhou em tempo real a operação militar que resultou no sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, a ação foi monitorada a partir de uma sala em seu clube privado, o Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado de generais das Forças Armadas norte-americanas.

As declarações foram concedidas em entrevistas por telefone à Fox News, emissora que divulgou os relatos do presidente dos EUA sobre os bastidores da operação e as discussões em curso dentro de seu governo a respeito do futuro político da Venezuela.

Trump descreveu a ação como algo sem precedentes e disse ter recebido avaliações diretas de militares envolvidos no planejamento. “Fui informado por pessoas militares de verdade que não há outro país na Terra capaz de realizar uma manobra desse tipo”, afirmou. “Se você tivesse visto o que aconteceu, quero dizer, eu assisti literalmente, como se estivesse vendo um programa de televisão.”

O presidente dos Estados Unidos também destacou a rapidez da operação. “Se você tivesse visto a velocidade, a violência — eles usam esse termo, a velocidade, a violência — foi simplesmente algo incrível, um trabalho incrível que essas pessoas fizeram. Não há ninguém que pudesse ter feito algo parecido”, disse Trump.

Segundo ele, o acompanhamento ocorreu em um ambiente reservado e altamente técnico. “Bem, nós assistimos de uma sala. Tínhamos uma sala, e assistimos a tudo, cada aspecto. Estávamos cercados por muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam tudo o que estava acontecendo. E era muito complexo, extremamente complexo”, relatou.

Trump acrescentou detalhes sobre a execução da ação militar. “Realmente, eles simplesmente entraram, invadiram lugares que não eram fáceis de acessar, arrombaram portas de aço que foram colocadas lá exatamente para esse propósito, e tudo foi resolvido em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”, afirmou.

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a operação contou com amplo aparato aéreo. Ele disse que os Estados Unidos tinham à disposição um “número massivo” de aeronaves, incluindo helicópteros e caças.

Questionado sobre os próximos passos após a captura de Nicolás Maduro, Trump afirmou que as decisões ainda estão sendo tomadas por sua administração. “Estamos tomando essa decisão agora. Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente assumir o que ele deixou. Então estamos decidindo isso agora. Estaremos muito envolvidos e queremos liberdade para o povo”, declarou.

Trump também comentou a reação interna no país sul-americano. Segundo ele, os venezuelanos estariam satisfeitos com a captura. “Os venezuelanos estão muito felizes com a captura de Maduro porque eles amam os Estados Unidos”, afirmou, acrescentando que o país, sob o comando de Maduro, era “uma ditadura”.

O presidente dos Estados Unidos revelou ainda que houve tentativas de negociação por parte de Maduro nos momentos finais. “Sabe, ele estava tentando negociar no final”, disse Trump. “Mas eu disse: ‘Não, não podemos fazer isso’. O que ele fez com drogas é ruim.”

Em outro trecho da entrevista, Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa estão sob custódia a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, a caminho de Nova York. “Sim, o Iwo Jima, eles estão em um navio. Eles estarão indo para Nova York. Os helicópteros os retiraram, e eles foram de helicóptero em um voo agradável — tenho certeza de que adoraram. Mas eles mataram muitas pessoas, lembrem-se disso”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis alternativas oferecidas a Maduro, Trump foi direto. “Basicamente, eu disse: você tem que desistir. Você tem que se render”, afirmou. O presidente dos Estados Unidos também contou que falou diretamente com Maduro cerca de uma semana antes da captura. “Isso foi um símbolo muito importante, e nós — eu tive discussões. Eu realmente falei com ele pessoalmente, mas disse: você tem que desistir. Você tem que se render”, concluiu.

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