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Trump volta a ameaçar Cuba e diz que país “vai colapsar muito em breve”

Presidente dos EUA citou fim do envio de petróleo e recursos da Venezuela

Donald Trump, 27 de Janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que "Cuba vai colapsar muito em breve", ao comentar a situação econômica da ilha e a interrupção do envio de petróleo e recursos financeiros por parte da Venezuela. As informações são da agência Reuters.

Segundo Trump, em entrevista coletiva, Cuba estaria próxima de um colapso após deixar de receber apoio do governo venezuelano, historicamente um de seus principais aliados. "Cuba vai colapsar muito em breve. Cuba é realmente uma nação que está muito perto do colapso", disse o presidente dos Estados Unidos.

O presidente acrescentou que a interrupção do apoio venezuelano teria impacto direto na economia cubana. "Eles conseguiam dinheiro da Venezuela. Conseguiram petróleo da Venezuela. Eles não estão recebendo isso mais", afirmou.

Pressão após sequestro de Maduro

As declarações ocorrem após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças militares estadunidenses em uma operação realizada no início deste mês. Desde então, Trump tem adotado um discurso mais duro em relação a Cuba e tem prometido impedir que petróleo e recursos financeiros da Venezuela cheguem à ilha.

No mesmo contexto, Trump declarou que Washington irá "administrar" a Venezuela. Segundo ele, Delcy Rodríguez tornou-se presidente interina e governa o país sob supervisão dos Estados Unidos.

Reações e críticas internacionais

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a operação dos EUA na qual Maduro foi sequestrado violou o direito internacional. Especialistas em direitos humanos também avaliaram que o foco do governo Trump na exploração do petróleo venezuelano remete a uma abordagem imperialista.

Em resposta às pressões, o presidente de Cuba declarou neste mês que Washington não tem autoridade moral para impor um acordo ao país. A manifestação ocorreu após Trump sugerir que a ilha deveria firmar um entendimento com os Estados Unidos.

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