Um mês após ataque militar e sequestro de Maduro pelos EUA, China reafirma apoio à soberania da Venezuela
Pequim volta a condenar intervenção e sequestro de Nicolás Maduro e diz que seguirá defendendo a Carta da ONU
247 - A China reiterou seu apoio à Venezuela na defesa da soberania nacional e condenou a intervenção dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A manifestação ocorreu no marco de um mês das ações militares realizadas por Washington contra o país sul-americano, episódio que, segundo Pequim, comprometeu a estabilidade regional e violou princípios fundamentais do direito internacional.
As informações foram divulgadas pela Prensa Latina. De acordo com a agência, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, recordou que os ataques dos Estados Unidos atingiram alvos civis, militares e infraestruturas essenciais, culminando em uma intervenção direta e no controle forçado do chefe de Estado venezuelano.
Lin Jian classificou a ofensiva como uma conduta de caráter hegemônico e avaliou que as ações representaram uma grave violação do direito internacional. Segundo o porta-voz, a soberania da Venezuela foi desrespeitada e a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe ficaram ameaçadas em decorrência da operação militar.
O representante diplomático reiterou a oposição firme de Pequim a esse tipo de iniciativa e afirmou que a China apoia a Venezuela na defesa de sua soberania, da dignidade nacional e de seus direitos legítimos. Ele acrescentou que o governo chinês atuará em conjunto com a comunidade internacional para preservar os propósitos e princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas e seguirá defendendo a justiça e a equidade nas relações internacionais.
Ainda segundo a Prensa Latina, Lin Jian destacou que diversas vozes internacionais se manifestaram contra a agressão militar a Caracas e o sequestro de Nicolás Maduro.
O texto também ressalta que China e Venezuela mantêm uma relação estratégica considerada sólida e resiliente, marcada por ampla cooperação em diferentes setores. Nesse contexto, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, já havia sublinhado o compromisso de Pequim com o respeito ao direito internacional e rejeitado a noção de que um país possa agir isoladamente como “polícia do mundo” e juiz da ordem global.


