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Venezuela decreta sete dias de luto em homenagem aos mártires assassinados pelos Estados Unidos

Governo bolivariano homenageia civis e militares e reforça defesa da soberania nacional

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas - 11/08/2025 (Foto: REUTERS/Gaby Oraa)

247 - A Venezuela decretou um período de luto nacional de sete dias em homenagem a civis e militares assassinados durante a agressão dos Estados Unidos no último sábado, 3 de janeiro. A medida foi anunciada pela presidenta interina da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, que destacou o caráter de defesa da soberania nacional e do governo constitucional liderado por Nicolás Maduro.

“Tomei a decisão de decretar um período de luto de sete dias em honra e glória às jovens mulheres e aos jovens homens que morreram, que ofereceram suas vidas defendendo a Venezuela”, declarou Delcy Rodríguez. A homenagem reconhece o sacrifício daqueles que atuaram na defesa do país diante do que classificou como uma agressão externa, ressalta reportagem da Telesur.

Durante o ato, a presidenta interina fez um apelo direto contra novas ações internacionais hostis. “Parem com o assédio à Venezuela, parem com a agressão contra o povo de Bolívar”, afirmou. Rodríguez também ressaltou o significado político de sua posse em um contexto de tensão: “Prestei juramento de posse com dor, mas também com honra, a honra de ser venezuelana, para representar os interesses desta nação”.

Ao reafirmar a continuidade institucional, a dirigente declarou: “Jurei não descansar até que nossa pátria esteja consolidada em um caminho de paz”, acrescentando que “existe um governo constitucional” e que “aqui o povo governa”. Nesse sentido, enfatizou o papel do Poder Popular, definido por ela como “a barreira intransponível contra a agressão armada unilateral”, denúncia que, segundo informou, foi apresentada ao Conselho de Segurança da ONU.

Rodríguez também elencou o que chamou de direitos fundamentais do povo venezuelano: “O direito à paz, o direito à pátria, o direito à independência nacional e o direito a um futuro, à felicidade social e à prosperidade”. Ao final de sua fala política, convocou a unidade nacional para “defender nossa história e nossa dignidade” frente a um cenário de “ilegalidade internacional”.

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