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Venezuela desmente envio de petróleo a Israel

Vice-presidente Miguel Pérez Pirela nega informação atribuída à Bloomberg e denuncia tentativa de desinformação contra o país

Campo petrolífero perto do Lago Maracaibo, em Cabimas, Venezuela - 14/10/2022 (Foto: REUTERS/Issac Urrutia)

247 - O governo da Venezuela desmentiu na terça-feira (10) a informação sobre um suposto envio de petróleo venezuelano para Israel, classificada como falsa pelas autoridades do país. A alegação foi divulgada pela agência norte-americana Bloomberg e foi rebatida publicamente pelo vice-presidente setorial de Comunicação e Cultura, Miguel Pérez Pirela, que afirmou não haver qualquer comprovação oficial da narrativa, segundo a teleSUR.

Pérez Pirela utilizou seu canal no Telegram para contestar o conteúdo, classificando-o como “fake news”. O dirigente publicou uma imagem da matéria com um selo vermelho contendo a palavra “FAKE”, destacando a inexistência de provas e fontes oficiais que sustentassem a acusação.

A manchete da agência afirmava que a Venezuela teria enviado “seu primeiro carregamento de petróleo a Israel em anos após captura de Maduro”. O texto também sustentava que o suposto carregamento seria destinado à refinaria Bazan Group, construindo uma narrativa que, segundo o governo venezuelano, busca comprometer a estabilidade, a soberania e a paz do país sul-americano.

A publicação mencionava ainda que as informações teriam sido obtidas por meio de pessoas com conhecimento do acordo que pediram anonimato. A teleSUR criticou esse procedimento, apontando ausência de fontes identificáveis e falta de evidências verificáveis.

Segundo o conteúdo citado, a Bloomberg teria argumentado que Israel não divulga a origem do petróleo que adquire e que petroleiros deixariam de aparecer em sistemas digitais de rastreamento ao se aproximarem de portos israelenses. O texto também mencionava um envio anterior de 470 mil barris em 2020, com base em dados da empresa Kpler. Ainda conforme a matéria, a Bazan Group e o Ministério da Energia de Israel teriam se recusado a comentar o caso.

O governo venezuelano reafirmou seu compromisso com a defesa da soberania nacional e denunciou o que considera campanhas de desinformação destinadas a afetar sua imagem internacional e gerar instabilidade política e econômica.

A teleSUR recorda que a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel em 2009, durante o governo do presidente Hugo Chávez, em protesto contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza entre 2008 e 2009. Desde então, o país mantém posicionamento crítico às políticas do governo israelense e declara apoio à causa palestina, além de denunciar ações contra a população da Faixa de Gaza nos últimos anos.

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