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Venezuela liberta quase 900 presos

Jorge Rodríguez afirmou que, nos dias 24 e 31 de dezembro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro ordenou uma revisão dos casos de pessoas detidas

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

247 - O sistema de justiça da Venezuela libertou 897 pessoas acusadas de crimes, com a contagem final ajustada para 896 após a prisão de um libertado por descumprir cautelares estabelecidas pela Justiça, disse o líder político Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9).

Rodríguez afirmou que, nos dias 24 e 31 de dezembro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro ordenou uma revisão dos casos de pessoas detidas, visando a revisão de prisões e a potencial libertação de acusados de determinados crimes. Segundo ele, o sistema judiciário trabalhou nessas datas “para trazer alegria às suas famílias”, destacando que o governo não divulgou amplamente as ações por não ser essa a intenção.

Quando questionado sobre setores da oposição que se beneficiaram da liberdade condicional, Rodriguez apontou que não havia problemas até que, na opinião dele, a “estupidez esclarecida” de alguns políticos os levou a agir livremente e “causar problemas no país”. Ele explicou que a redução de 897 para 896 libertados ocorreu porque Juan Pablo Guanipa foi preso novamente após incitar as pessoas a irem às ruas, violando os termos de sua libertação.

O Ministério Público venezuelano emitiu um comunicado afirmando que, no exercício de suas funções constitucionais e legais, solicitou ao tribunal competente a revogação da medida cautelar concedida a Guanipa “devido à verificação do descumprimento das condições impostas pelo referido órgão jurisdicional”.

Rodríguez também comentou sobre a aprovação unânime da Lei Geral de Anistia para a Convivência Democrática na Assembleia Nacional, em sua primeira discussão, criticando setores da oposição que, segundo ele, agora “parecem tão frágeis quando pedem a libertação de narcotraficantes e assassinos”.

O líder político enfatizou duramente sua visão sobre os que apresentam demandas opostas à lei, afirmando que “às vezes eles parecem desavergonhados” quando também exigem a liberdade de “lavadores de dinheiro, pessoas corruptas; eles fazem isso com muito carinho e ficam com uma aparência simpática”. “Eles são descarados; é preciso ter um pouco de vergonha para pedir a liberdade de um assassino, um corrupto e um traficante de drogas”, acrescentou.

Rodríguez criticou ainda Organizações Não Governamentais que, em sua avaliação, colocam familiares dos presos em listas de cobrança, sem se importar com as reais circunstâncias desses casos.

Sobre a presença do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero na Venezuela, ele destacou que o político tem grande apreço pelo povo venezuelano, lembrando que em momentos difíceis “sua voz foi ouvida clamando pela paz e ele será sempre bem-vindo nesta terra”.

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