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Amazônia e Cerrado mantêm trajetória de queda no desmatamento em 2025

Monitoramento do Inpe indica segundo ano consecutivo de redução nos alertas ambientais nos dois maiores biomas do país

Cerrado (Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília)

247 - O Brasil encerrou 2025 com um novo sinal de avanço na proteção ambiental. Pelo segundo ano consecutivo, os alertas de desmatamento diminuíram na amazônia e no cerrado, os dois maiores biomas do país, reforçando a tendência de retração observada desde a retomada de políticas federais voltadas ao combate à devastação florestal.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), com base no sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O levantamento mostra que, no ano passado, a área sob alerta de desmatamento caiu 8,7% na amazônia e 9% no cerrado em comparação com 2024, consolidando o segundo ano seguido de redução em ambas as regiões.

O Deter é um sistema de monitoramento em tempo quase real que identifica áreas com indícios de desmate e degradação florestal, servindo como ferramenta de apoio às ações de fiscalização do Ibama e de outros órgãos ambientais. Por se tratar de alertas preliminares, os números não substituem os dados consolidados do Prodes, também do Inpe, que são divulgados anualmente e considerados o balanço oficial do desmatamento.

Na avaliação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), os resultados confirmam a continuidade de uma política ambiental mais ativa. Em nota, a pasta afirma que “a partir de agosto de 2025, início de um novo ciclo de monitoramento, os alertas do Deter ficaram abaixo dos registrados no mesmo período do ano anterior, indicando a continuidade da redução”. O ministério acrescenta que o desempenho reflete “a ampliação contínua, pelo governo do Brasil, das ações de prevenção e combate ao desmatamento e aos incêndios florestais, com atuação interministerial e de órgãos federais”.

Segundo o MMA, a estratégia inclui o reforço da fiscalização, a retomada e aceleração dos investimentos do Fundo Amazônia — que somaram R$ 3,6 bilhões aplicados nos últimos três anos —, além do programa União com Municípios, que prevê R$ 785 milhões para iniciativas de desenvolvimento sustentável em 81 municípios amazônicos.

Apesar dos avanços, os dados também revelam desafios persistentes. Somadas, as áreas sob alerta de desmatamento na amazônia e no cerrado totalizaram 9.186 km² em 2025, uma extensão equivalente a cerca de seis vezes a área da cidade de São Paulo. No caso do cerrado, que já teve mais da metade de sua vegetação original suprimida, os índices seguem elevados em termos absolutos.

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